Regulador NY cartoon algemando trader cripto com emblema NY e 15 nas algemas, contrastando prisão local com políticas federais pró-cripto

Nova York Propõe 15 Anos de Prisão para Cripto Sem Licença

A proposta do CRYPTO Act em Nova York pode impor penas de até 15 anos de prisão a operadores de criptomoedas sem licença necessária. Anunciada pelo promotor Alvin L. Bragg e senador Zellnor Myrie, a lei visa criminalizar atividades não reguladas, contrastando com a abordagem federal mais amigável sob influência de Trump. Isso representa um risco significativo para firmas de ativos digitais no estado.


Detalhes da Proposta Legislativa

A legislação, batizada de Cryptocurrency Regulation Yields Protections, Trust, and Oversight (CRYPTO Act), exige que empresas que troquem, negociem ou transportem criptomoedas em Nova York obtenham uma licença de moeda virtual. Anteriormente, a falta de registro resultava apenas em sanções civis. Agora, operações não licenciadas seriam classificadas como Unlicensed Virtual Currency Business Activity, com penas escalonadas conforme o volume de transações.

Para atividades envolvendo US$ 1 milhão ou mais em um ano, os infratores enfrentariam acusações de crime de Classe C, punível com 5 a 15 anos de prisão estadual. Essa medida alinha o estado ao nível federal, onde penas chegam a 5 anos, e a outros 18 jurisdições que já criminalizam tais práticas. O foco é garantir diligência e transparência equivalentes às de transmissores de dinheiro tradicionais.

Contexto Político: Resistência Democrata à Era Trump

Enquanto o governo federal, sob influência republicana de Donald Trump, sinaliza uma regulação mais permissiva para cripto — com avanços em estruturas de mercado e redução de ações punitivas da SEC —, estados democratas como Nova York resistem. O estado, hub financeiro global, vê o crescimento das criptomoedas como um "shadow financial system" que facilita lavagem de dinheiro e crimes.

Bragg destacou que "cripto é o meio preferido de atores maliciosos para mover e ocultar lucros criminosos". Myrie reforçou: "Com o aumento do uso de cripto, cresce a atividade ilícita". Essa divergência regulatória cria um mosaico complexo para operadores, onde compliance varia por jurisdição, impactando estratégias nacionais.

Riscos e Implicações para o Setor

Para operadores em Nova York, os riscos são elevados. Firmas sem licença do Departamento de Serviços Financeiros (NYDFS) enfrentam não só multas, mas prisão. Isso pode desencorajar inovação, empurrando negócios para estados mais amigáveis ou offshore. Consumidores ganham proteção contra fraudes, mas o setor teme um "efeito chilling" sobre adoção.

No contexto geopolítico, NY reforça seu papel como regulador rigoroso, similar a medidas em Califórnia e outros estados azuis. Paralelamente, democratas no Congresso pressionam a SEC para retomar enforcements, contrastando com cartas pró-cripto de republicanos. O mercado cripto, avaliado abaixo de US$ 3,2 trilhões, monitora esses desenvolvimentos.

Próximos Passos para Operadores

Empresas devem verificar licenças imediatamente e considerar migração para jurisdições menos hostis. Monitorar o progresso do CRYPTO Act na Assembleia Legislativa de NY é essencial. Para brasileiros operando ou investindo via NY, consultar assessoria legal especializada em regulação cripto evita armadilhas. A lição global: regulação varia, e compliance é chave para sustentabilidade.


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Balança cartoon com burocrata NY empilhando leis contra jogador de hóquei com rede cyan de apostas, destacando tensões regulatórias em prediction markets EUA

NY Proíbe Prediction Markets? Bill e Parceria Rangers-Polymarket

Fim dos prediction markets em Nova York? O assemblyman Clyde Vanel reintroduziu o ORACLE Act, projeto de lei que busca banir apostas em jogos esportivos específicos, eleições políticas, mortes e eventos catastróficos na maior economia estadual dos EUA. Ironicamente, no mesmo contexto, o time de hóquei New York Rangers anunciou parceria exclusiva com a Polymarket para exibir odds em jogos no Madison Square Garden, destacando os riscos regulatórios crescentes para plataformas cripto de apostas.


Detalhes do ORACLE Act

O projeto revive legislação anterior apresentada em novembro, visando restringir event contracts em plataformas como Polymarket e Kalshi. Apostas em resultados de jogos individuais da NFL ou NHL seriam proibidas, assim como prop betting — apostas sobre performances específicas de jogadores ou eventos dentro da partida. No entanto, apostas em campeonatos gerais, como vencedor da Super Bowl ou Stanley Cup, ainda seriam permitidos.

A lei também veda mercados sobre eleições políticas, ações governamentais, guerras, emergências nacionais, desastres ou crises de saúde pública. Mercados de ‘morte’ — apostas na morte ou assassinato de indivíduos — e especulação em preços de ações de empresas listadas seriam igualmente banidos. Plataformas teriam que implementar autoexclusão, limites de tempo e dinheiro, além de proibir uso de cartões de crédito.

Impacto nos Volumes de Sports Betting

Sports betting representa uma fatia enorme dos prediction markets. Dados mostram que até 90% do volume da Kalshi vem de esportes, com Polymarket registrando 37% de seu trading notional nessa categoria em 2025, totalizando bilhões em apostas combinadas com concorrentes. O projeto ataca diretamente essa receita, forçando plataformas a redesenhar ofertas para compliance estadual.

Reguladores argumentam que esses mercados precisam de licenças de gambling, levando a disputas judiciais. Kalshi já processou comissões de jogos em vários estados, incluindo Nova York, alegando regulação federal via CFTC. Violações poderiam custar US$ 1 milhão por dia em multas.

Parceria Rangers-Polymarket: Ironia Regulatória

Em contraste gritante, os New York Rangers nomearam a Polymarket como parceira oficial de prediction markets. O acordo inclui exibição de odds em LED, dasherboards digitais no rinque, segmentos pós-jogo e branding no exterior do Madison Square Garden. Anunciada dias após a reintrodução do projeto, a parceria expõe a desconexão entre inovação esportiva e escrutínio regulatório.

Advogados veem nisso um teste para a viabilidade de tais plataformas em jurisdições hostis, especialmente com volumes recordes em 2025 impulsionados por eleições e eventos globais.

Implicações Globais e Estratégias de Compliance

No contexto geopolítico, o ORACLE Act reflete uma tendência americana de fragmentar regulação cripto por estado, similar a batalhas em Massachusetts e outros. Para brasileiros investindo em plataformas globais como Polymarket, isso sinaliza riscos de geobloqueios ou necessidade de VPNs, impactando liquidez em apostas cripto.

Empresas devem priorizar compliance: KYC rigoroso, geo-fencing e lobbying. Investidores globais devem monitorar aprovações legislativas, pois NY influencia tendências nacionais. Plataformas descentralizadas podem migrar para blockchains permissionless, mas centralizadas como Kalshi enfrentam maiores hurdles regulatórios.


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