Torre imobiliária fragmentando em tokens coletados por investidores cartoon, com '17M' destacado, simbolizando captação em tokens ROOF pela Rooftop e Mercado Bitcoin

Rooftop e MB Captam R$ 17,2 Milhões em Tokens Imobiliários

A Rooftop, em parceria com o MB | Mercado Bitcoin, concluiu ofertas de tokens imobiliários que captaram R$ 17,2 milhões. Os tokens ROOF03, ROOF04 e ROOFTOP01 permitiram que mais de 2 mil investidores acessassem imóveis de alto padrão com aportes iniciais de apenas R$ 100. Essa iniciativa marca um avanço na democratização de investimentos em Real World Assets (RWA) no Brasil, tornando o mercado imobiliário acessível ao varejo.


O Que São Tokens Imobiliários?

Imagine dividir a propriedade de um imóvel de luxo em milhares de pedaços digitais. É isso que a tokenização faz. Os tokens ROOF03 e ROOF04 estão lastreados em um imóvel no condomínio Quinta da Baroneza, captando cerca de R$ 15 milhões com mais de 2 mil investidores. O ticket médio foi de R$ 6 mil, mas o mínimo era só R$ 100, permitindo que pessoas comuns entrem no jogo dos grandes investidores.

Esses tokens oferecem retorno estimado de IPCA + 13% ao ano, com pagamentos mensais de aluguel enquanto o imóvel não é vendido. Tudo regulado e transparente, graças à blockchain, que registra cada transação de forma imutável. Para iniciantes, é como comprar frações de um apartamento sem precisar de escritura ou corretor.

A estruturação pela Rooftop e MB levou apenas 72 dias, mostrando agilidade em um setor tradicionalmente lento.

A Oferta de Renda Variável ROOFTOP01

Além dos tokens de renda fixa, a parceria lançou o ROOFTOP01, uma oferta de renda variável tokenizada, similar a um venture debt. Ela captou R$ 1,5 milhão com 266 investidores e ticket médio de R$ 5.600. Aqui, o retorno varia com o desempenho da empresa, combinando dívida com upside potencial.

Daniel Gava, CEO da Rooftop, destaca: “Transformar um imóvel em ativo digital fracionado inclui o investidor pessoa física em oportunidades antes exclusivas de instituições”. Essa abordagem une solidez patrimonial, proteção contra inflação e acessibilidade.

Para quem está começando, é uma forma didática de entender RWA: ativos reais (como imóveis) convertidos em tokens negociáveis em plataformas digitais.

Por Que Isso Democratiza o Mercado?

No Brasil, investir em imóveis exigia milhões ou contatos privilegiados. Com tokens, qualquer um com smartphone pode aportar pouco e diversificar. André Gouvinhas, VP de Investment & Banking do MB, afirma que o sucesso confirma a demanda por produtos lastreados em reais com experiência intuitiva.

A tokenização reduz barreiras: sem burocracia, liquidez maior (tokens podem ser negociados) e transparência via blockchain. É otimista para o futuro: mais empresas como Rooftop e MB podem atrair varejo para R$ bilhões em ativos paralisados.

Os resultados reforçam o Brasil como pioneiro em RWA na América Latina, com regulação da CVM pavimentando o caminho.

Como Começar a Investir em RWA?

  1. Escolha plataformas reguladas como MB.
  2. Verifique o ativo subjacente (imóvel, laudos).
  3. Aporte mínimo e acompanhe via app.
  4. Receba rendimentos mensais.

Essa parceria prova que cripto vai além de especulação: constrói riqueza real. Monitore novas ofertas para entrar cedo.


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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.

Raio-X Cripto 2025: A Era da Renda Fixa Digital e o Paradoxo do Risco

Relatório do Mercado Bitcoin revela: Gen Z lidera entrada (+56%), mas busca por previsibilidade e Renda Fixa Digital (+108%) dita o volume.

O Veredito

O mercado cripto brasileiro em 2025 não é mais um cassino de especulação desenfreada; tornou-se um ecossistema híbrido de construção de patrimônio e proteção cambial. A tese central do relatório do Mercado Bitcoin é a bifurcação da maturidade: enquanto a base de usuários rejuvenesce aceleradamente com a entrada massiva da Geração Z (+56% de novos investidores até 24 anos), o volume financeiro amadurece em direção à segurança, com uma explosão de 108% na Renda Fixa Digital (RFD). O investidor brasileiro deixou de buscar apenas o “próximo Bitcoin” para buscar rendimentos que superam o CDI (médias de 132%) com a tecnologia blockchain.

Destaques e Descobertas

Os números do MB desmantelam o mito de que cripto é apenas para day-traders de alta volatilidade. O cenário de 2025 revela um investidor que busca eficiência de capital.

  • A Explosão da Renda Fixa Digital: O volume investido em RFD cresceu 108%, com mais de R$ 1,8 bilhão distribuídos aos investidores. Isso sinaliza uma migração de capital da poupança/bancos tradicionais para a tokenização.
  • O Rejuvenescimento da Base: Crescimento de 56% no número de investidores com até 24 anos. A “porta de entrada” não é mais institucional, é geracional.
  • Ticket e Diversificação: O aporte médio se estabilizou em 5,7k (unidades monetárias), mas a sofisticação aumentou: houve um crescimento de 18% na diversificação de carteira (usuários com mais de um ativo).
  • O Rei Dólar: O USDT (Dólar Digital) se consolidou como a criptomoeda mais negociada, superando o Bitcoin em volume transacional em diversas métricas de liquidez, evidenciando a busca por proteção cambial.

O Paradoxo do Risco

Um dos insights mais contrintuitivos do relatório é a correlação inversa entre renda e apetite ao risco, o que chamaremos de “Paradoxo da Ascensão”.

  • Baixa-Média Renda (R$ 6k – 9k): Este perfil aloca 92% do capital em ativos de alta volatilidade. A causa? A necessidade de retornos assimétricos. Para quem tem pouco capital, superar o CDI não muda a vida; eles precisam de multiplicadores de 10x ou 100x. Cripto é visto como ferramenta de mobilidade social.
  • Renda Intermediária (R$ 9k – 24k): Mostra uma preferência marcada por previsibilidade (86% em ativos de menor volatilidade/RFD). A causa? Preservação de poder de compra. Este grupo já possui patrimônio a defender e usa a tecnologia cripto para acessar produtos melhores que os bancários tradicionais (como a RFD rendendo 132% do CDI).

Consequências para o Mercado

Este comportamento gera ramificações diretas na estrutura do mercado brasileiro:

  • Institucionalização via Stablecoins: Com o USDT no topo e as transações de stablecoins crescendo 3x, o Brasil se firma como um mercado de utility (uso prático para pagamentos e paridade) e não apenas especulação. Isso reduz a volatilidade geral da plataforma.
  • Sazonalidade Comportamental: O dado de que a terça-feira é o dia de maior movimentação sugere um investidor que opera durante a semana útil, tratando seus aportes como parte da rotina de trabalho/negócios, afastando-se do perfil de “trader de fim de semana”.
  • Expansão Geográfica: Embora SP e RJ liderem, a presença do Mato Grosso (8º) e Bahia (9º) no top 10 indica que o agronegócio e novos polos econômicos estão integrando cripto em suas tesourarias.

Expectativa

Projetando estes dados para os próximos 12 meses, identificamos três tendências claras:

  • Tokenização de Tudo (RWA): O sucesso da RFD prova que há demanda reprimida por ativos do mundo real (RWA) tokenizados. Espere ver em breve crédito privado, antecipação de recebíveis e imobiliário ganhando share dentro das exchanges.
  • Bifurcação de Produtos: As plataformas deverão criar interfaces distintas: uma “gamificada” e arrojada para a Gen Z/Baixa Renda e uma focada em “Wealth Management” para o público Intermediário/Alta Renda.
  • Hegemonia das Stables: Com a regulamentação avançando (citada por Fabrício Tota), as stablecoins devem começar a competir diretamente com contas digitais bancárias remuneradas.

Síntese Conclusiva

O investidor cripto brasileiro de 2025 amadureceu mais rápido que a infraestrutura global. Ele não está mais apenas “apostando”; ele está bancarizando-se na blockchain. Ao usar RFD para bater a inflação e Stablecoins para dolarizar patrimônio, o brasileiro validou a tese de uso real da tecnologia. O desafio agora para players como o MB não é mais convencer o usuário a comprar Bitcoin, mas oferecer produtos estruturados sofisticados o suficiente para reter esse capital que busca, acima de tudo, eficiência.