Em uma escalada da guerra de influência em Washington, o comitê pró-cripto Fairshake ativou US$ 193 milhões para moldar o Congresso americano, mirando diretamente o congressista democrata Al Green no Texas com US$ 1,5 milhão em anúncios opositores. Paralelamente, a Digital Chamber contrapõe princípios para yields em stablecoins contra a ‘velha guarda’ bancária de Wall Street, que exige proibição total. Esse embate reflete a luta pelo poder regulatório em um ano eleitoral crucial.
Ofensiva da Fairshake Contra Críticos Legislativos
O Fairshake, braço político da indústria de ativos digitais nos EUA, anunciou uma estratégia agressiva para as eleições intermediárias. Dos US$ 193 milhões disponíveis, US$ 1,5 milhão será direcionado contra Al Green, membro sênior do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, conhecido por sua postura crítica às criptomoedas. Green, com nota ‘F’ da Stand With Crypto, copatrocinou leis contra interesses cripto no mandato anterior de Trump e votou contra projetos favoráveis ao setor.
Seu oponente nas primárias texanas, Christian Menefee, recebe nota ‘A’ e apoio explícito ao blockchain. A Fairshake vê nisso oportunidade para substituir vozes hostis por legisladores pró-inovação. Adicionalmente, US$ 5 milhões apoiam o republicano Barry Moore na primária para o Senado em Alabama, sinalizando uma campanha nacional para equilibrar o Congresso em temas regulatórios.
Digital Chamber Responde aos Banqueiros de Wall Street
A disputa sobre yields em stablecoins travou o avanço do projeto de lei de estrutura de mercado cripto no Senado. Banqueiros, em reunião na Casa Branca, defenderam proibição total de recompensas, alegando ameaça aos depósitos bancários tradicionais. A Digital Chamber, representando o setor, publicou princípios contrários, aceitando estudo de dois anos sobre impactos, mas defendendo yields para liquidez e participação em DeFi.
CEO Cody Carbone enfatiza que holdings estáticos sem yield não competem com contas de poupança bancárias, mas atividades dinâmicas fomentam inovação. Isso contrapõe a GENIUS Act de 2025, que já permite certos yields, e busca compromisso antes do fim do mês, conforme apelo da administração Trump.
Contexto Geopolítico e Impacto Global
Esse lobby reflete a maturidade política da indústria cripto americana, que consolida ‘músculo’ para influir em regulações. Decisões em Washington ecoam globalmente: da UE com MiCA à China com restrições a CBDCs. Para investidores brasileiros, um Congresso pró-cripto acelera aprovações de ETFs e clareza em stablecoins, reduzindo volatilidade regulatória e abrindo portas para adoção em emergentes.
Autoridades como Patrick Witt, conselheiro de Trump, cobram ‘bisturi cirúrgico’ para resolver o impasse, priorizando estrutura de mercado sobre stablecoins. Sem acordo bipartidário (60 votos no Senado), o projeto pode avançar por linhas partidárias, mas com riscos de diluição.
Implicações para o Mercado Cripto Internacional
A estratégia da Fairshake demonstra como o setor ‘compra sua sobrevivência política’, investindo em candidatos alinhados sem coordenação direta, conforme lei eleitoral. A Digital Chamber, com membros bancários, posiciona-se como mediadora. Monitore primárias texanas em março e markup no Comitê Bancário do Senado.
Globalmente, isso sinaliza que cripto não é mais nicho: é arena de poder entre inovação descentralizada e finanças tradicionais. Investidores devem acompanhar, pois regulações americanas definem tendências para portfólios diversificados.
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