Personagens cartoon com headsets VR carregando caixas saindo de prédio, rede IA emergente ofuscando metaverso, ilustrando layoffs na Reality Labs da Meta

Meta Demite 1.000 no Reality Labs: Fim do Sonho Metaverso?

A Meta anunciou o corte de cerca de 1.000 vagas em sua divisão Reality Labs, responsável pelo metaverso e realidade virtual, conforme reportado pela Decrypt. O movimento, revelado em 14 de janeiro de 2026, representa um pivô estratégico para investimentos em wearables de IA e produtos móveis, sinalizando o possível fim da era do metaverso como prioridade. Mark Zuckerberg, outrora evangelista do VR, parece desistir do hype que custou bilhões em prejuízos.


Cortes no Reality Labs: Um Golpe no Coração do Metaverso

A divisão Reality Labs, com cerca de 15.000 funcionários, viu 10% de seu quadro eliminado em um memo interno do CTO Andrew Bosworth. A justificativa oficial é a realocação de recursos de investimentos em metaverso para wearables e IA, conforme porta-voz da empresa. Essa decisão chega após anos de perdas bilionárias na unidade, que drenou recursos sem entregar adoção massiva de usuários ou clareza no modelo de negócios.

O metaverso, vendido como o futuro da interação social por Zuckerberg, enfrentou fracassos consecutivos: baixa demanda por headsets Quest, ecossistemas vazios e críticas à visão corporativa distante da realidade cotidiana. Para o público cripto, isso ecoa no desempenho anêmico de tokens metaverso como MANA e SAND, que despencaram desde o pico de 2021.

Histórico de Fracassos e Pressão dos Investidores

Não é a primeira sangria na Meta. Em novembro de 2022, a empresa demitiu 11.000 funcionários, enquanto reafirmava compromisso com o metaverso – uma contradição que expôs tensões internas. Naquele ano, o Reality Labs já acumulava prejuízos recordes, agravados por juros altos e aperto de capital, tornando o bet de longo prazo insustentável perante acionistas ávidos por eficiência.

A mudança de foco para IA reflete a priorização de tendências rentáveis, como assistentes inteligentes e dispositivos vestíveis integrados a smartphones. Analistas veem nisso o reconhecimento tácito de que o metaverso foi um hype superestimado, similar a bolhas passadas no setor tech.

Comparação com Layoffs no Setor Tech

Os 1.000 cortes da Meta são modestos ante os 154.000 layoffs no setor tech em 2025, segundo dados da Challenger, Gray & Christmas. O pivô para IA acelerou demissões, após supercontratações na década anterior. Amazon liderou com dezenas de milhares de cortes em retail e AWS; Google e Microsoft optaram por rodadas menores, focadas em reestruturação.

No final de 2025, os layoffs diminuíram drasticamente – de 18.510 em outubro para meros 300 em dezembro –, mas a Meta inicia 2026 com o primeiro grande anúncio. Isso reforça o ceticismo: o metaverso não resistiu à maré da eficiência operacional e da corrida pela supremacia em IA.

Implicações para Cripto e Próximos Passos

Para o ecossistema cripto, o abandono corporativo do metaverso é um sinal bearish definitivo. Tokens virtuais, outrora impulsionados por narrativas de Web3 imersiva, enfrentam irrelevância prolongada sem endosso de gigantes como a Meta. Investidores devem monitorar se wearables de IA da Meta integram criptoativos, mas o otimismo é baixo.

A estratégia sinaliza reinvestimento em crescimento de wearables ao longo de 2026. Vale acompanhar relatórios trimestrais para medir o impacto nos prejuízos do Reality Labs e eventuais novas rodadas de demissões. O sonho de Zuckerberg parece ter virado poeira digital.


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