Jovens cartoon entregando energia cripto neon a lojistas tradicionais, simbolizando adoção por 39% dos comerciantes americanos segundo PayPal

PayPal: 39% dos Lojistas nos EUA Aceitam Cripto

É real: quatro em cada dez lojistas nos Estados Unidos já aceitam criptomoedas como forma de pagamento, segundo pesquisa recente do PayPal em parceria com a National Cryptocurrency Association. Realizada em outubro de 2025 com 619 decisores de pagamentos, o estudo revela uma adoção crescente, impulsionada pela demanda de clientes, especialmente das gerações Millennials e Gen Z. Isso muda a percepção: as criptos deixam de ser apenas investimento especulativo para se tornarem meio de pagamento cotidiano.


Detalhes da Pesquisa do PayPal

A pesquisa indica que 39% dos comerciantes americanos já integram criptomoedas em suas estratégias de pagamento. Desses, 88% receberam perguntas frequentes de clientes sobre o uso de ativos digitais, e 69% observam demanda pelo menos uma vez por mês. Para os lojistas que adotaram, as vendas via cripto representam mais de um quarto do faturamento em alguns casos, com 72% relatando crescimento anual.

Empresas maiores, com faturamento acima de US$ 500 milhões, lideram com 50% de adoção, seguidas por pequenas lojas em 34%. Setores como viagens, hospitalidade, games e bens digitais avançam mais rápido, graças à presença online e clientela tech-savvy. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin opera a R$ 464.719 nesta quarta-feira (28/01), com alta de 0,67% em 24h, reforçando o interesse.

O Papel das Gerações Jovens

Millennials e Gen Z são os grandes impulsionadores dessa tendência. Essas gerações, nativas digitais, demandam opções modernas de pagamento e veem nas criptomoedas uma forma de escapar da inflação e das taxas altas de cartões de crédito. Elas representam a maioria das perguntas sobre cripto nos pontos de venda, forçando lojistas a se adaptarem para não perder clientes.

Para o público brasileiro, isso é um espelho: aqui, plataformas como Binance e Mercado Pago já facilitam pagamentos em cripto. Imagine comprar em uma loja nos EUA com Bitcoin ou stablecoins como USDT, sem conversão cambial imediata. Essa adoção prova que as criptomoedas estão maduras para o dia a dia, não só para traders experientes.

Barreiras e Perspectivas Futuras

Apesar do avanço, desafios persistem. Cerca de 90% dos lojistas afirmam que adotariam cripto se o processo fosse tão simples quanto aceitar cartões. Integração técnica e volatilidade são obstáculos comuns, mas benefícios como pagamentos instantâneos, privacidade e atração de novos clientes pesam a favor.

84% dos entrevistados acreditam que pagamentos em cripto serão comuns em até cinco anos. Regulamentações mais claras e ferramentas plug-and-play, como as oferecidas pelo PayPal, acelerarão isso. Para iniciantes, o recado é claro: familiarize-se com carteiras digitais e stablecoins para estar pronto.

O Que Isso Significa para o Brasil?

No Brasil, onde o real enfrenta pressões inflacionárias, essa notícia do PayPal inspira. Com exchanges locais crescendo, lojistas brasileiros podem seguir o exemplo americano. Monitore tendências globais: o que acontece nos EUA hoje pode chegar aqui amanhã, transformando cripto em ferramenta acessível para todos.


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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.

Raio-X Cripto 2025: A Era da Renda Fixa Digital e o Paradoxo do Risco

Relatório do Mercado Bitcoin revela: Gen Z lidera entrada (+56%), mas busca por previsibilidade e Renda Fixa Digital (+108%) dita o volume.

O Veredito

O mercado cripto brasileiro em 2025 não é mais um cassino de especulação desenfreada; tornou-se um ecossistema híbrido de construção de patrimônio e proteção cambial. A tese central do relatório do Mercado Bitcoin é a bifurcação da maturidade: enquanto a base de usuários rejuvenesce aceleradamente com a entrada massiva da Geração Z (+56% de novos investidores até 24 anos), o volume financeiro amadurece em direção à segurança, com uma explosão de 108% na Renda Fixa Digital (RFD). O investidor brasileiro deixou de buscar apenas o “próximo Bitcoin” para buscar rendimentos que superam o CDI (médias de 132%) com a tecnologia blockchain.

Destaques e Descobertas

Os números do MB desmantelam o mito de que cripto é apenas para day-traders de alta volatilidade. O cenário de 2025 revela um investidor que busca eficiência de capital.

  • A Explosão da Renda Fixa Digital: O volume investido em RFD cresceu 108%, com mais de R$ 1,8 bilhão distribuídos aos investidores. Isso sinaliza uma migração de capital da poupança/bancos tradicionais para a tokenização.
  • O Rejuvenescimento da Base: Crescimento de 56% no número de investidores com até 24 anos. A “porta de entrada” não é mais institucional, é geracional.
  • Ticket e Diversificação: O aporte médio se estabilizou em 5,7k (unidades monetárias), mas a sofisticação aumentou: houve um crescimento de 18% na diversificação de carteira (usuários com mais de um ativo).
  • O Rei Dólar: O USDT (Dólar Digital) se consolidou como a criptomoeda mais negociada, superando o Bitcoin em volume transacional em diversas métricas de liquidez, evidenciando a busca por proteção cambial.

O Paradoxo do Risco

Um dos insights mais contrintuitivos do relatório é a correlação inversa entre renda e apetite ao risco, o que chamaremos de “Paradoxo da Ascensão”.

  • Baixa-Média Renda (R$ 6k – 9k): Este perfil aloca 92% do capital em ativos de alta volatilidade. A causa? A necessidade de retornos assimétricos. Para quem tem pouco capital, superar o CDI não muda a vida; eles precisam de multiplicadores de 10x ou 100x. Cripto é visto como ferramenta de mobilidade social.
  • Renda Intermediária (R$ 9k – 24k): Mostra uma preferência marcada por previsibilidade (86% em ativos de menor volatilidade/RFD). A causa? Preservação de poder de compra. Este grupo já possui patrimônio a defender e usa a tecnologia cripto para acessar produtos melhores que os bancários tradicionais (como a RFD rendendo 132% do CDI).

Consequências para o Mercado

Este comportamento gera ramificações diretas na estrutura do mercado brasileiro:

  • Institucionalização via Stablecoins: Com o USDT no topo e as transações de stablecoins crescendo 3x, o Brasil se firma como um mercado de utility (uso prático para pagamentos e paridade) e não apenas especulação. Isso reduz a volatilidade geral da plataforma.
  • Sazonalidade Comportamental: O dado de que a terça-feira é o dia de maior movimentação sugere um investidor que opera durante a semana útil, tratando seus aportes como parte da rotina de trabalho/negócios, afastando-se do perfil de “trader de fim de semana”.
  • Expansão Geográfica: Embora SP e RJ liderem, a presença do Mato Grosso (8º) e Bahia (9º) no top 10 indica que o agronegócio e novos polos econômicos estão integrando cripto em suas tesourarias.

Expectativa

Projetando estes dados para os próximos 12 meses, identificamos três tendências claras:

  • Tokenização de Tudo (RWA): O sucesso da RFD prova que há demanda reprimida por ativos do mundo real (RWA) tokenizados. Espere ver em breve crédito privado, antecipação de recebíveis e imobiliário ganhando share dentro das exchanges.
  • Bifurcação de Produtos: As plataformas deverão criar interfaces distintas: uma “gamificada” e arrojada para a Gen Z/Baixa Renda e uma focada em “Wealth Management” para o público Intermediário/Alta Renda.
  • Hegemonia das Stables: Com a regulamentação avançando (citada por Fabrício Tota), as stablecoins devem começar a competir diretamente com contas digitais bancárias remuneradas.

Síntese Conclusiva

O investidor cripto brasileiro de 2025 amadureceu mais rápido que a infraestrutura global. Ele não está mais apenas “apostando”; ele está bancarizando-se na blockchain. Ao usar RFD para bater a inflação e Stablecoins para dolarizar patrimônio, o brasileiro validou a tese de uso real da tecnologia. O desafio agora para players como o MB não é mais convencer o usuário a comprar Bitcoin, mas oferecer produtos estruturados sofisticados o suficiente para reter esse capital que busca, acima de tudo, eficiência.