Regulador cartoon empurrando magnata cripto e pilhas de ações voando de escudo de exchange, simbolizando lei regulatória na Coreia do Sul

Coreia do Sul vs. Magnatas Cripto: Lei Pode Forçar Venda da Upbit

A Comissão de Serviços Financeiros (FSC) da Coreia do Sul anunciou planos para limitar a participação de acionistas majoritários em exchanges de criptomoedas a 15-20%, apesar de objeções da indústria e do Partido Democrático da Coreia (DPK). O presidente Lee Bok-hyeong defende a medida para alinhar a governança ao papel público crescente dessas plataformas, comparáveis a infraestruturas essenciais. Isso pode forçar magnatas como o dono da Upbit a venderem ações significativas, gerando tensões geopolíticas e econômicas na Ásia.


Tensões entre FSC, DPK e Indústria

A proposta do FSC avança apesar das resistências. O DPK questiona a medida por ser incomum globalmente e potencialmente desalinhada com tendências regulatórias internacionais. Em reunião na Assembleia Nacional, o Grupo de Trabalho de Ativos Digitais do DPK optou por introduzir a Lei Básica de Ativos Digitais antes do Ano Novo Lunar, em 17 de fevereiro, mas evitou discutir o teto de propriedade diretamente.

Representantes de exchanges como Upbit (Dunamu), Bithumb e Coinone formaram um conselho conjunto contra a proposta, argumentando que ela freia o desenvolvimento do setor de ativos digitais na Coreia. Acionistas como Song Chi-hyung, da Dunamu, e Cha Myung-hoon, da Coinone, enfrentariam vendas forçadas de participações majoritárias, alterando o equilíbrio de poder no mercado local.

Risco Sistêmico da Centralização na Ásia

Na visão do FSC, a concentração excessiva de propriedade gera riscos sistêmicos, como conflitos de interesse e comprometimento da integridade de mercado. Exchanges coreanas, líderes em volume na Ásia, funcionam como portais para milhões de investidores. Um colapso ou manipulação por um magnata poderia propagar instabilidade regional, similar a crises bancárias passadas.

Esse modelo centralizado contrasta com a essência descentralizada das criptomoedas, mas reflete dinâmicas asiáticas onde poucas entidades dominam fluxos financeiros. Países vizinhos, como Japão e Singapura, monitoram de perto, temendo contágio. A Coreia, com histórico de bolhas financeiras, busca prevenir que exchanges se tornem ‘too big to fail’.

Exchanges como Infraestrutura Pública

O cerne da proposta é tratar exchanges como infraestrutura pública. Atualmente sob sistema de notificação renovável a cada três anos, migrariam para autorização permanente, exigindo governança rigorosa similar a bolsas de valores e sistemas de trading. Isso impõe responsabilidades ampliadas, alinhando-as ao status de utilities financeiras.

Incluirá a Lei Básica de Ativos Digitais, segunda fase da Lei de Proteção ao Usuário de Ativos Virtuais, abrangendo AML e proteção ao investidor. Paralelamente, discute-se stablecoins: capital mínimo de 5 bilhões de won (~R$ 19 milhões) e órgão consultivo com BOK e FSC, evitando controle excessivo do banco central.

Implicações Geopolíticas e Econômicas

Essa batalha reflete tensões globais entre inovação cripto e regulação estatal. Para investidores brasileiros atentos à Ásia, o precedente coreano pode influenciar políticas em emergentes. Se aprovada, descentraliza o poder, fomentando competição, mas arrisca saída de capitais para jurisdições mais permissivas. O mercado observa: equilíbrio entre estabilidade sistêmica e crescimento setorial definirá o futuro das exchanges na região.


💰 Comece a investir em criptomoedas: Abra sua conta gratuita na Binance e acesse um dos maiores ecossistemas cripto do mundo.

📢 Este artigo contém links de afiliados. Ao se cadastrar através desses links, você ajuda a manter o blog sem custo adicional para você.

⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.

Executivos cartoon abrindo portão regulatório com selo 5%, luz cyan dourada emanando, simbolizando liberação de investimentos corporativos em cripto na Coreia do Sul

Coreia do Sul Libera 5% de Exposição Corporativa a Cripto

Empresas sul-coreanas listadas em bolsa terão que rebalancear suas carteiras cripto com o fim da proibição de nove anos em investimentos corporativos, anunciada pela Financial Services Commission (FSC). A partir de 2026, elas poderão alocar até 5% do patrimônio líquido em top 20 criptomoedas por capitalização de mercado, negociadas nas cinco maiores exchanges reguladas. A medida, reportada por veículos como CoinGape, equilibra inovação e risco em um mercado ávido por adoção institucional.


Regras Detalhadas da Nova Regulamentação

A FSC finaliza diretrizes que afetam empresas listadas e investidores profissionais, permitindo alocação anual de até 5% do patrimônio líquido em criptoativos. Apenas as top 20 criptomoedas por market cap, listadas nas exchanges reguladas como Upbit e Bithumb, são elegíveis. Stablecoins como USDT e USDC ainda em debate, conforme Crypto.news. O trading inicia no fim de 2026, após aprovação final em janeiro ou fevereiro. Isso representa um marco na estratégia de crescimento econômico de 2026, promovendo o ecossistema cripto local.

Para cerca de 3.500 firmas qualificadas, o potencial é trilhões de won injetados no mercado. Gigantes como Naver, com 27 trilhões de won em patrimônio líquido, poderiam adquirir até 10.000 BTC, impulsionando liquidez e preços regionais.

Histórico Regulatório e Contexto Geopolítico

Desde 2017, a Coreia do Sul impunha banimento total a investimentos corporativos em cripto, motivado por temores de lavagem de dinheiro e especulação excessiva durante o boom inicial. Essa postura conservadora contrastava com o ‘Kimchi Premium‘, fenômeno de preços inflados localmente devido à demanda reprimida. Sob o governo pró-cripto de Lee Jae-myung (eleito em 2025), a FSC adota abordagem faseada: primeiro ONGs e exchanges, agora corporações.

No contexto asiático, alinha-se às tendências como ETF de Bitcoin no Japão e adoção em Hong Kong, mas mantém cautela única. A estratégia inclui stablecoins lastreados em won e 25% dos fundos do tesouro via CBDC até 2030, posicionando Seul como hub cripto na região.

Comparações Globais e Críticas do Setor

Diferente dos EUA (MicroStrategy com 1%+ do supply de BTC), Japão, UK e Hong Kong — sem limites rígidos —, o cap de 5% é visto como conservador. Setor critica: ‘Regulações excessivas podem atrasar a Coreia enquanto globais aceleram’, alertam especialistas. Nos EUA, DATs (Digital Asset Treasuries) florescem sem tetos; na UE, MiCA foca transparência sem restrições percentuais. Isso pode limitar tesourarias cripto sul-coreanas, forçando investimentos offshore até agora.

Ainda assim, sinaliza maturidade regulatória, priorizando proteção ao investidor em um país com alta penetração retail em cripto (20% da população).

Impactos no Mercado e Próximos Passos

O influxo potencial bullish pressiona preços de BTC, ETH e altcoins top 20, acelerando ETFs spot e stablecoins nacionais. Pode expandir startups blockchain e DATs locais, mas exige monitoramento de volatilidade. Investidores brasileiros observem: sinaliza maturidade global, influenciando fluxos para Ásia. Monitore aprovações FSC e listagens exchanges para oportunidades.

Regulação prática orienta empresas a diversificar com risco controlado, mas o 5% pode subutilizar potencial em bull markets prolongados.


💰 Comece a investir em criptomoedas: Abra sua conta gratuita na Binance e acesse um dos maiores ecossistemas cripto do mundo.

📢 Este artigo contém links de afiliados. Ao se cadastrar através desses links, você ajuda a manter o blog sem custo adicional para você.

⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.