O token UNI da Uniswap registrou alta de 15% nas últimas 24 horas, superando as valorizações do Bitcoin (4,7%) e Ethereum (8,5%), impulsionado por uma proposta de governança que expande o fee switch para oito chains adicionais e automatiza a coleta de taxas em todos os pools v3. Essa mudança promete adicionar US$ 27 milhões em receita anualizada, fortalecendo os fundamentos econômicos do protocolo.
O Que é o Fee Switch?
O fee switch, ou mecanismo de redirecionamento de taxas, é uma funcionalidade central dos smart contracts da Uniswap que altera o fluxo das taxas de trading geradas nas pools de liquidez. Tradicionalmente, 100% das taxas (como 0,3% por swap) vão para os provedores de liquidez (LPs). Com o fee switch ativado, uma porção é direcionada ao tesouro do protocolo, controlado pela governança UNI.
Esses recursos capturados financiam buybacks e burns de UNI, reduzindo a oferta circulante e potencialmente elevando o valor por token. Desde a primeira fase de ativação no final do ano passado, a Uniswap já queimou mais de US$ 5,5 milhões em UNI, equivalendo a uma taxa anualizada de cerca de US$ 34 milhões. Tecnicamente, isso é implementado via modificações nos contratos de factory e position manager, garantindo transparência on-chain.
Detalhes Técnicos da Proposta
A proposta, dividida em duas votações on-chain por limites de transação, ativa o fee switch em oito blockchains layer-2 adicionais, além de introduzir o v3OpenFeeAdapter. Esse adaptador aplica fees de protocolo de forma uniforme baseada no fee tier de cada pool v3 (0,05%, 0,3% ou 1%), eliminando a necessidade de ativações manuais pool por pool.
Para novos pools v3, a coleta torna-se automática, ampliando a captura de receita em pares de baixa liquidez (long-tail). Anteriormente, a governança precisava votar individualmente, o que era ineficiente para o ecossistema cross-chain da Uniswap, com TVL distribuído em múltiplas redes. Essa automação reduz fricção operacional e alinha incentivos entre usuários, LPs e holders de UNI.
Impacto Econômico para Holders de UNI
A expansão pode adicionar US$ 27 milhões anuais à receita, somando-se aos US$ 34 milhões atuais dedicados a burns. No Q1 2026, o protocolo gerou US$ 3,12 milhões em lucro bruto, um marco após anos sem retenção significativa de fees. Essa mecânica cria um flywheel: maior volume de trading → mais fees capturadas → mais burns → escassez de UNI → valorização potencial.
Para holders, isso representa uma ligação direta entre adoção real (transações diárias, TVL) e tokenomics. Dados on-chain verificáveis, como os do DeFi Llama, mostram a transição da Uniswap para um protocolo revenue-generating cross-chain, elevando sua viabilidade como investimento de longo prazo.
Riscos e Perspectivas Técnicas
Apesar dos benefícios, maior captura de fees pode impactar a competitividade em L2s, onde traders sensíveis a custos migram para DEXs rivais como forks ou protocolos alternativos. Market makers e LPs avaliam yields líquidos; um fee switch agressivo reduz retornos, potencialmente fragmentando liquidez.
No entanto, a Uniswap mantém dominância com mais de 60% do volume DeFi spot. A proposta equilibra crescimento sustentável sem comprometer a essência permissionless. Holders devem monitorar métricas como volume cross-chain e taxa de burns pós-votação para avaliar o impacto real.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.