O Super PAC FairShake acumulou mais de US$ 193 milhões para influenciar as eleições de meio de mandato nos EUA em novembro de 2026, apoiando candidatos pró-cripto e mirando um Congresso favorável à indústria. Em contraste, senadores democratas pressionam o Departamento de Justiça (DOJ) por supostos conflitos éticos na redução da fiscalização sobre criptomoedas, revelando uma guerra política intensa movida pelo capital do setor.
Força Financeira do FairShake
O FairShake, um dos principais comitês de ação política super financiados pelo ecossistema cripto, atraiu US$ 74 milhões desde julho de 2025, com doações expressivas de gigantes como Coinbase (US$ 25 milhões), Ripple (US$ 25 milhões) e a16z (US$ 24 milhões). Esse montante superou o Democracy PAC II, ligado a George Soros, e até o Congressional Leadership Fund, focado em republicanos na Câmara.
Com uma taxa de sucesso de 72% em candidatos apoiados no ciclo de 2024 — 13 vitórias em 18 disputas —, o PAC posiciona-se para moldar o Congresso rumo a políticas inovadoras, sustentando o ritmo de avanços regulatórios da administração Trump. Essa articulação financeira demonstra como o lobby cripto transforma influência em poder legislativo concreto.
Resistência Democrata e Conflitos no DOJ
Do outro lado, seis senadores democratas, incluindo Elizabeth Warren e Mazie Hirono, enviaram uma carta ao vice-procurador-geral Todd Blanche, acusando-o de violar leis de conflito de interesses. Blanche, que detinha entre US$ 158 mil e US$ 470 mil em Bitcoin e Ethereum, emitiu um memorando chamado “Fim da Regulação por Prosecução”, desmantelando a equipe nacional de enforcement cripto do DOJ.
A crítica foca na transferência de ativos para parentes em vez de venda completa, questionando se isso eliminou influências financeiras. Os senadores exigem registros de comunicações com empresas cripto e alertam para riscos como evasão de sanções e scams, citando um relatório da Chainalysis sobre alta de 162% em atividades ilícitas em 2025.
Implicações Geopolíticas para o Mundo Cripto
Para o Brasil e mercados emergentes, essa batalha americana é pivotal. Um Congresso pró-cripto pode acelerar legislações globais harmonizadas, beneficiando exchanges e inovações como stablecoins com rendimento. A administração Trump prioriza o setor, com reuniões na Casa Branca sobre estrutura de mercado, incluindo discussões com lobbies bancários e cripto.
No entanto, a polarização — democratas vendo riscos éticos e de segurança, republicanos impulsionando crescimento — pode atrasar avanços. Investidores globais monitoram como isso afeta regulação internacional, com impactos em adoção no BRICS e América Latina.
Próximos Passos nas Midterms
As eleições de novembro de 2026 serão decisivas. O FairShake planeja injetar recursos em distritos chave para garantir maioria legislativa pró-indústria. Enquanto democratas buscam respostas até 11 de fevereiro, o DOJ pode enfrentar escrutínio maior. Para traders brasileiros, vale acompanhar: um Congresso favorável pode impulsionar Bitcoin e altcoins rumo a novos picos regulatórios.
Plataformas como a Binance oferecem ferramentas para posicionar-se nesse cenário volátil.
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