A Dubai Financial Services Authority (DFSA) anunciou a proibição de tokens de privacidade, como Monero (XMR) e Zcash (ZEC), em exchanges reguladas no Dubai International Financial Centre (DIFC). A medida, efetiva desde 12 de janeiro de 2026, visa combater riscos de lavagem de dinheiro (AML) e sanções internacionais, alinhando o hub financeiro ao padrão global FATF. Paradoxalmente, XMR subiu 13,79% para US$ 636 e ZEC 6,81% para US$ 406, desafiando o impacto regulatório.
Detalhes do Banimento Regulatório
A DFSA justificou o banimento de privacy tokens pela incompatibilidade com normas globais de compliance. Elizabeth Wallace, diretora associada de política e legal da DFSA, explicou que esses ativos ocultam histórico de transações e identidades, tornando impossível o cumprimento das exigências do Financial Action Task Force (FATF). A proibição abrange trading, promoção, fundos e derivativos no DIFC, além de ferramentas como mixers e tumblers.
Embora residentes possam manter privacy coins em wallets privadas, exchanges reguladas estão vetadas. Essa decisão reflete o endurecimento em Dubai, outrora porto seguro cripto, agora priorizando rastreabilidade em um cenário geopolítico de crescente escrutínio.
Mudanças em Stablecoins e Aprovação por Firmas
Além dos privacy tokens, a DFSA refinou a definição de stablecoins ou ‘fiat crypto tokens’, limitando-os a ativos lastreados em moedas fiduciárias e reservas líquidas de alta qualidade. Algorítmicos, como Ethena, não se qualificam e caem na categoria genérica de crypto tokens, sujeitos a avaliações rigorosas.
O framework migra para um modelo firm-led: empresas licenciadas agora avaliam e documentam a suitability de ativos, sob revisão contínua. Isso responde a feedback do mercado maduro, transferindo responsabilidade das firmas para supervisão, alinhado a reguladores internacionais.
Paradoxo de Mercado e Contexto Geopolítico
Curiosamente, o mercado reagiu com alta nos privacy coins: XMR +16% e ZEC +3% em 24h, com ZEC liderando large-caps em 2025 (+800%). Isso evidencia resiliência, mas destaca tensões globais: UE bane via MiCA, HK restringe na prática, e EUA debate via SEC.
Dubai, hub ambicioso com ‘Crypto Tower’ prevista para 2027, sinaliza cerco KYC/AML mundial, ecoando casos como Tornado Cash. Para traders, o risco de centralização em exchanges reguladas cresce, ameaçando a essência descentralizada.
Implicações para Soberania Financeira
Esse movimento em Dubai alerta investidores que valorizam privacidade: o cerco regulatório global erode a soberania financeira prometida pelas criptos. Brasileiros, expostos a volatilidade e burocracia local, devem ponderar riscos de plataformas KYC-mandatórias, onde transações rastreáveis expõem a vigilância estatal.
Enquanto privacy coins resistem no preço, a longo prazo, bans como esse podem fragmentar liquidez e impulsionar DeFi não-custodial. Monitore evoluções geopolíticas, pois hubs como Dubai definem o futuro da adoção cripto.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.