Se até Peter Thiel, o bilionário co-fundador do PayPal, está vendendo toda sua participação na ETHZilla, tesouraria corporativa de Ethereum, e Michael Saylor admite que entramos em um “cripto inverno”, por que você ainda estaria comprando na euforia? Essas movimentações de gigantes do setor validam a tese de baixa, sinalizando instabilidade no Ethereum e um drawdown geral no mercado cripto. A história mostra que quando os touros recuam, o risco aumenta significativamente.
Saída Total de Peter Thiel da ETHZilla
A saída completa de Peter Thiel e seu Founders Fund da ETHZilla, revelada em filing da SEC de 31 de dezembro de 2025, representa um revés para as estratégias corporativas de tesouraria em Ethereum. Thiel havia adquirido 7,5% da empresa em agosto de 2025, vista como endosso à adoção institucional do ETH. Agora, com a venda total, o papel da ETHZilla despencou 5% no after-hours e acumula queda de 28% no ano.
Antes conhecida como 180 Life Sciences, a ETHZilla pivoteou de biotecnologia para modelo de tesouraria ETH em meados de 2024, detendo hoje 69.802 ETH avaliados em cerca de US$ 140 milhões — colocando-a entre as top 10 holdings corporativas públicas de Ethereum. Recentemente, lançou a subsidiária ETHZilla Aerospace para tokenizar equity em motores de aviões alugados, mas o mercado parece ignorar esses pivôs, focando na saída de investidores de peso.
O mercado está ignorando esses sinais? Thiel, conhecido por apostas visionárias, raramente erra em ciclos de topo. Sua retirada sugere ceticismo com a sustentabilidade do ETH em cenários de baixa prolongada.
Saylor Admite o ‘Cripto Inverno’
Em entrevista ao Fox Business, Michael Saylor, chairman da MicroStrategy, confirmou oficialmente o ‘cripto inverno’: “Esta é a quinta grande queda do Bitcoin nos últimos cinco anos”. Apesar de seu histórico de alta, Saylor reconhece o drawdown atual, com custo médio de aquisição da MicroStrategy em torno de US$ 76.000 por BTC, bem acima dos níveis atuais.
Ele tenta suavizar, chamando-o de “inverno mais brando e curto”, graças ao suporte de uma Casa Branca pro-Bitcoin com 12 membros do gabinete favoráveis a ativos digitais e adoção bancária. No entanto, a admissão em si é reveladora: mesmo evangelistas como Saylor veem riscos macro, com liquidez global apertada e correlações com mercados tradicionais aumentando.
Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está cotado a R$ 356.937,92 nesta quarta-feira (18/02/2026), com variação de +0,12% em 24h — longe dos picos recentes.
Implicações para o Ciclo de Baixa
Esses eventos não são isolados. A história mostra que bolhas especulativas — das tulipas holandesas à dot-com — terminam com saídas de capitais inteligentes. Thiel saindo do ETH e Saylor admitindo inverno validam preocupações com exuberância irracional no setor. Ethereum, com ETH a R$ 10.570 segundo cotações recentes, enfrenta instabilidade extra pela rejeição de seu maior endossador corporativo.
Cuidado com narrativas de recuperação rápida: ciclos passados (2018, 2022) provam que invernos duram mais que o esperado, destruindo capital alavancado. O mercado cripto ignora taxas de juros elevadas e liquidez escassa, mas os grandes players não.
Proteção de Capital em Tempos de Baixa
Para o investidor brasileiro, sobreviver ao bear é prioridade. Monitore o mNAV das treasuries ETH/BTC, dividendos pressionados e pivôs desesperados como o da ETHZilla. Diversifique, reduza alavancagem e priorize preservação — lições de crises asiáticas e bear markets cripto anteriores. Quando todos eufóricos compram, os céticos vendem. Vale questionar: seu portfólio resiste a outro 50-80% de queda?
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