Insider cartoon injetando segredos em tela de apostas preditivas, expelindo moedas manchadas de vermelho, simbolizando escândalo no Polymarket

Insider Trading em Washington? Lucro de US$ 1,2 milhão no Polymarket Gera Escândalo

Investigações on-chain revelam que seis carteiras lucraram US$ 1,2 milhão no Polymarket ao apostarem com precisão militar no ataque dos EUA ao Irã em 28 de fevereiro de 2026. Horas antes do evento, essas contas focaram contratos ‘sim’, recebendo fundos logo após. O Senador Chris Murphy questiona insider trading em Washington, enquanto um processo coletivo contra a Kalshi por um mercado de US$ 54 milhões sobre Khamenei destaca vulnerabilidades nessas plataformas. Evidências apontam para um padrão preocupante de abuso de informação privilegiada.


Apostas Suspeitas no Ataque ao Irã

A plataforma de análise Bubblemaps identificou seis carteiras que depositaram em contratos ‘sim’ poucas horas antes do bombardeio americano contra instalações iranianas. O lucro totalizou US$ 1,2 milhão, com transferências recebidas em até 24 horas após o ataque. Uma delas, apelidada ‘nothingeverhappens911’, movimentou recursos via Binance para ‘Skoobidoobnj’, sugerindo coordenação. Essas apostas não foram aleatórias: focaram especificamente no dia 28 de fevereiro, ignorando outras datas. Red flags incluem o timing preciso e o volume concentrado, incompatível com apostas retail comuns.

Essa precisão levanta suspeitas de acesso a dados não públicos, possivelmente de fontes governamentais. O blockchain, irônico aliado da transparência, agora expõe conexões que plataformas centralizadas esconderiam.

Cluster de Carteiras com Histórico de Acertos

O rastro on-chain vai além: o cluster ligado a essas carteiras previu com acerto ataques anteriores. Em junho de 2025, ‘Skoobidoobnj’ lucrou US$ 100 mil na Operação Rising Lion de Israel e no contra-ataque dos EUA com bombardeiros B-2. Outras contas associadas faturaram US$ 65 mil e US$ 10 mil nos mesmos eventos. No total, US$ 240 mil em ganhos de uma rede que acerta com ‘precisão quase absoluta’, segundo a Bubblemaps.

Em fevereiro, Israel indiciou dois cidadãos — um reservista militar — por usar informações confidenciais no Polymarket. Casos semelhantes, como lucros de US$ 630 mil em apostas sobre Nicolás Maduro em janeiro, reforçam o padrão. Evidências apontam para um ecossistema onde insiders lucram com guerras, explorando o anonimato parcial das blockchains.

Class Action Contra Kalshi Revela Falhas Estruturais

Paralelamente, a Kalshi enfrenta uma class action no tribunal da Califórnia por um mercado de US$ 54 milhões sobre a saída de Ali Khamenei do poder. Traders de posições ‘yes’ alegam que as regras eram ambíguas quanto à ‘death carveout’ — exclusão de pagamentos por morte. A plataforma suspendeu negociações após ataques aéreos, negando resgates apesar de volumes milionários em ‘yes’.

O CEO da Kalshi admitiu falhas na comunicação e prometeu reembolsar fees e perdas. Acusações incluem violação contratual e práticas comerciais abusivas sob leis californianas. Esse caso expõe como prediction markets, sob pretexto de eficiência informacional, atraem especulação perigosa em eventos sensíveis.

Riscos para Investidores e Próximos Passos

Esses episódios questionam a integridade dos mercados preditivos: o crime compensa? Para o investidor brasileiro, sinais de alerta incluem timings suspeitos, clusters on-chain e ambiguidades contratuais. Plataformas como Polymarket e Kalshi operam em zona cinzenta regulatória, com CFTC nos EUA sob pressão.

É recomendável monitorar ferramentas como Bubblemaps para rastrear baleias e evitar mercados geopolíticos voláteis. Autoridades devem investigar fluxos para Washington ou Tel Aviv. A transparência blockchain é dupla: revela fraudes, mas facilita-as se não houver KYC rigoroso.


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