Juiz cartoon martelando pirâmide financeira desmoronando com líderes algemados caindo, simbolizando condenação por fraude cripto da Trust Investing

Justiça Brasileira Condena Líderes da Trust Investing a 16 Anos

Fim da linha para os líderes da pirâmide cripto Trust Investing: condenados a penas de até 16 anos de prisão por um golpe que roubou R$ 4 bilhões de 1,3 milhão de brasileiros. A sentença, publicada nesta terça (27) pela Justiça Federal de Campo Grande/MS, representa uma rara vitória contra a impunidade que assombra vítimas de esquemas Ponzi no Brasil, com multas milionárias e perda de bens de luxo.


Detalhes das Penas e Multas

A decisão do juiz federal Felipe Alves Tavares impôs regimes iniciais fechados para a maioria dos réus. Diego Ribeiro Chaves e Diorge Roberto de Araújo Chaves receberam as penas mais duras: 16 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, mais 1 ano, 11 meses e 10 dias de detenção. Fabiano Lorite de Lima pegou 16 anos e 1 mês de reclusão, enquanto Ivonélio Abrahão da Silva foi sentenciado a 13 anos, 10 meses e 26 dias. Patrick Abrahão Santos Silva teve 12 anos, 2 meses e 8 dias, e Cláudio Barbosa, em semiaberto, 7 anos e 11 meses.

Além das prisões, o grupo enfrenta R$ 10 milhões em indenização por danos morais coletivos, mais multas individuais somando 2.750 salários mínimos — cerca de R$ 3,3 milhões na época dos fatos —, além de custas processuais. Passaportes retidos e proibição de sair do país completam as restrições, embora possam recorrer em liberdade.

O Esquema Ponzi Exposto

A Trust Investing operava uma clássica pirâmide financeira disfarçada de trading de criptomoedas, sem autorização da CVM ou Banco Central. Prometia lucros de 300% ao ano via tokens próprios como Truster Coin e Trust Energy, manipulados para valorizações artificiais de até 38.000% antes de um rug pull — retirada repentina de liquidez, zerando os ativos das vítimas.

Interceptações revelam o cinismo: usavam “rodar a roda” para descrever a entrada constante de novos investidores pagando os antigos. Quando o fluxo secou em 2021, inventaram um ataque hacker falso e auditoria inexistente para adiar saques. Falsos lastros em esmeraldas de extração ilegal (usurpação de bens da União) e lavagem via empresas de fachada, como Victory Pedras Preciosas e uma igreja, completavam o crime organizado.

Bens Perdidos e Histórico Criminal

A Justiça decretou o perdimento de bens para a União: carros de luxo (Porsches, BMWs, Land Rovers), lanchas, imóveis, joias, gado e valores bloqueados — tudo financiado pelo dinheiro das vítimas, muitas vezes registrado em laranjas para dissimular. Uma lancha e um Audi A5 voltam a compradores de boa-fé.

O caso remonta a 2019, com colapso em 2021. A PF lançou a Operação La Casa de Papel em 2022, prendendo líderes — hoje soltos. Ligações sombrias incluem transações de R$ 233 mil com o “Faraó do Bitcoin” (Glaidson Acácio, da GAS Consultoria) via Blockskip, da BitcoinToYou, e suposta ordem de execução de Patrick Abrahão por concorrência no RJ.

Lições Contra a Impunidade nas Pirâmides

Essa condenação expõe as falhas sistêmicas que permitem pirâmides florescerem no Brasil, explorando a ganância por retornos impossíveis. Para investidores, sinais vermelhos incluem promessas irreais, falta de regulação e pressão por novos aportes. A decisão reforça que a Justiça pode punir, mas a prevenção depende de educação: verifique CVM, evite esquemas sem transparência e priorize plataformas reguladas. Vítimas da Trust agora aguardam ressarcimento efetivo, mas o precedente é um freio aos malfeitores.


💰 Comece a investir em criptomoedas: Abra sua conta gratuita na Binance e acesse um dos maiores ecossistemas cripto do mundo.

📢 Este artigo contém links de afiliados. Ao se cadastrar através desses links, você ajuda a manter o blog sem custo adicional para você.

⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.