Numa reviravolta digna de comédia pastelão, a memecoin PENGUIN disparou 564% após um post inocente da Casa Branca no X, mostrando Donald Trump de mãos dadas com um pinguim na neve. Partindo de um market cap de apenas US$ 387 mil, o token na Solana saltou para US$ 136 milhões. Enquanto isso, o setor de memecoins como um todo perdeu mais de 68% do valor em 2025, após pico de US$ 150 bilhões. Bem-vindos ao circo cripto, onde um tweet oficial vira foguete e o resto é fumaça.
O Post Presidencial que Acendeu o Pavio
Era só mais um dia gelado em Washington quando a conta oficial da Casa Branca postou uma imagem fofa: Trump e um pinguim caminhando juntos pela neve. Nada de política, nada de Bitcoin, só fofura viral. Mas o mercado cripto, esse gênio da interpretação livre, leu nas entrelinhas e mandou a PENGUIN — autointitulada “Nietzschean Penguin”, lançada no Pump.fun — para as estrelas.
Antes do post, o token valia uma mixaria. Depois? Volume de US$ 244 milhões em 24 horas e preço em torno de US$ 0,13. Alon Cohen, cofundador do Pump.fun, celebrou: “O trading onchain nunca morreu, só dormia”. Dormia? Ou hibernava esperando um pinguim presidencial? O market cap atual gira em torno de US$ 136 milhões, provando que no cripto, correlação não é causalidade — é destino manifesto.
Enquanto o Bitcoin oscila em US$ 89 mil e o mercado sideways, essa memecoin solitária ri por último. Ou por enquanto.
O Setor Memecoin: De Euforia a Deserto
Contrastando com o êxtase pinguinesco, o relatório da CoinGecko pinta um quadro desolador: memecoins atingiram US$ 150,6 bilhões em dezembro de 2024, mas despencaram mais de 68% ao longo de 2025, para cerca de US$ 47 bilhões. Janeiro de 2026 trouxe um repique de 23%, subindo para US$ 47,9 bilhões, mas logo o balão murchou novamente.
Dogecoin ainda reina com 47,3% do market cap setorial, seguido de SHIB e PEPE, mas o resto? Tokens políticos como TRUMP e MELANIA afundaram 94% e 99%, respectivamente. A dominância das memecoins nas altcoins caiu de 11% para 3,2%. Volumes caíram 81,6% globalmente. É o ciclo clássico: euforia, pump, dump — e repeteco.
Para brasileiros, lidando com real volátil, isso grita cautela: liquidez alta em DOGE ajuda, mas o resto é roleta-russa disfarçada de investimento.
A Sanidade do Mercado em Xeque
Questão irônica do dia: num mundo onde 11,6 milhões de tokens falharam em 2025 — muitos memecoins —, por que um post da Casa Branca vira catalisador? A agitação nas redes sociais subiu em janeiro, Fear & Greed neutralizou, mas é sustentável? Vincent Liu, da Kronos Research, diz que memecoins lideram apetite por risco. Risco? Ou delírio coletivo?
O contraste é brutal: uns faturam 564% em horas, a maioria lambe feridas de 68% perdidos. Prova que cripto não é sobre fundamentos, mas narrativas virais. PENGUIN prova o teorema: dê um pinguim a Trump e o mercado te dá uma alta expressiva. Pena que dura menos que neve em Brasília.
Lições Práticas (ou Não) para o Leitor
Monitore volumes e buzz nas redes sociais, mas não se iluda: repiques são técnicos, não estruturais. Para quem sonha com o próximo PENGUIN, lembre: 99% das memecoins viram poeira. Invista com stops, diversifique e, acima de tudo, ria da absurdidade. O cripto é especulação elevada a arte — e Victor aprova o show.
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