Estrutura hexagonal L2 emergindo da escuridão com pulsos cyan e verde restaurando conexões, simbolizando retorno da Zero Network após apagão

Fim do Apagão: Zero Network da Zerion Volta Após 3 Semanas

A Zero Network, rede Layer 2 (L2) incubada pela carteira Web3 Zerion, anunciou neste sábado (18) a retomada completa de suas operações após mais de três semanas de paralisação total na produção de blocos. O incidente, iniciado em 8 de janeiro, gerou preocupações entre usuários, mas a equipe confirmou que todos os fundos estão seguros. A recuperação contou com suporte técnico de especialistas como Caldera e ZKsync, destacando tanto a resiliência quanto as fragilidades inerentes a redes L2 emergentes.


O Que Causou o Apagão de 21 Dias?

A Zero Network, construída sobre tecnologia ZK-Rollup para oferecer transações rápidas e baratas na Ethereum, enfrentou um problema crítico que interrompeu a produção de blocos por exatos 21 dias. Esse tipo de ‘apagão’ não é incomum em redes L2 jovens, especialmente aquelas que dependem de infraestruturas modulares. Inicialmente, a equipe identificou falhas operacionais que impediram o sequenciador — o componente responsável por ordenar e processar transações — de funcionar corretamente.

Durante o período offline, usuários não puderam realizar bridges ou interagir com dApps na rede, mas os fundos permaneceram intactos nas camadas de prova e armazenamento. A transparência da Zerion foi elogiada, com atualizações regulares prometendo restauração para meados de janeiro. Esse caso ilustra como, mesmo com provas criptográficas zero-knowledge (ZK), a dependência de nós centralizados pode criar pontos únicos de falha.

Suporte de Caldera e ZKsync na Recuperação

A volta às operações foi possível graças à colaboração com Caldera, um provedor de infraestrutura L2 que oferece serviços de ‘rollup-as-a-service’. Caldera gerencia componentes como sequenciadores e nós RPC, facilitando o lançamento rápido de novas redes, mas também introduzindo riscos se houver bugs ou sobrecargas. No caso da Zero Network, a expertise da Caldera foi crucial para diagnosticar e corrigir o problema no sequenciador.

Paralelamente, a ZKsync, pioneira em rollups com provas zero-knowledge, forneceu suporte técnico avançado. A ZKsync é conhecida por sua eficiência em validar transações off-chain e submetê-las à Ethereum de forma segura. Essa parceria reforça a maturidade do ecossistema ZK, mas também levanta questões: até que ponto uma L2 como Zero depende de terceiros para sobreviver? A recuperação integral demonstra resiliência coletiva, mas expõe a fragilidade de redes ainda não totalmente descentralizadas.

Riscos das L2 Centralizadas e Lições para Usuários

Embora os fundos da Zero Network estejam confirmados como seguros — graças às provas criptográficas que garantem a integridade dos dados na Ethereum —, esse episódio serve como lição técnica sobre os riscos de L2s centralizadas. Redes como essa, incubadas por empresas como Zerion, frequentemente concentram controle em poucos validadores ou sequenciadores, criando vulnerabilidades semelhantes às de blockchains permissionadas.

Para usuários brasileiros e globais, o takeaway é claro: diversifique suas posições e priorize redes com alta descentralização, como as que já migraram para múltiplos sequenciadores descentralizados (DSCs). Monitore métricas como tempo de finalização de blocos e TVL para avaliar estabilidade. A paralisia de 21 dias reforça que, no mundo das L2, inovação vem com trade-offs entre velocidade de lançamento e robustez operacional.

Próximos Passos e Perspectivas

A Zerion planeja melhorias para evitar recorrências, incluindo testes mais rigorosos e descentralização gradual do sequenciador. Investidores e desenvolvedores devem observar se a confiança retorna, medindo pelo influxo de TVL pós-restauração. Esse caso contribui para o amadurecimento do ecossistema L2, onde ferramentas como Caldera e ZKsync aceleram a inovação, mas demandam vigilância constante.

Em resumo, a Zero Network voltou mais forte, mas o incidente lembra: em cripto, segurança não é só sobre hacks, mas sobre disponibilidade contínua. Usuários, verifiquem sempre os status das redes antes de depositar grandes volumes.


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