Personagens cartoon em debate tenso sobre stablecoins em mesa de reunião, simbolizando impasse da Casa Branca no CLARITY Act

CLARITY Act: Disputa sobre Rendimentos em Stablecoins Avança

A Casa Branca dos EUA planeja realizar uma terceira reunião esta semana com líderes do setor cripto e bancário para resolver o impasse sobre a proibição de rendimentos em stablecoins no projeto de lei CLARITY Act. Bancos defendem banimento amplo, enquanto grupos cripto argumentam que exceções são essenciais para manter a dominância do dólar. As chances de aprovação do texto caíram para 55% no Polymarket, sinalizando incertezas regulatórias globais que afetam o mercado.


Impasse no CLARITY Act e Posições em Conflito

O diretor executivo do Conselho de Cripto da Casa Branca, Patrick Witt, confirmou em entrevista à Yahoo Finance a possibilidade de nova rodada de negociações já nesta semana. A disputa central gira em torno da cláusula que proíbe provedores de serviços cripto de distribuir yields de stablecoins aos clientes. Bancos insistem em um banimento amplo, conforme princípios divulgados recentemente, enquanto a Digital Chamber, entidade cripto, defendeu isenções para evitar perda de liderança dos EUA no espaço digital.

Fonte próxima ao Comitê Bancário do Senado descreveu as contrapropostas da Digital Chamber como “construtivas”, mas alertou que algumas podem ser amplas demais para ganhar apoio bancário. O prazo definido pela Casa Branca é março, mas o CEO da Coinbase, Brian Armstrong, vê o banimento como retrocesso à inovação americana. A senadora Cynthia Lummis garantiu prioridade ao texto, com inclusão na pauta do Senado pelo líder John Thune.

Implicações Globais e para o Brasil

O atraso no CLARITY Act pode impactar a oferta global de stablecoins com rendimento, acessíveis via plataformas DeFi como Aave e Compound. Nos EUA, epicentro regulatório, um banimento reduziria opções para emissores, afetando liquidez em protocolos internacionais usados por brasileiros. No Brasil, yields de stablecoins são tributados pela Receita Federal como ganho de capital, sujeitos a IR progressivo até 22,5% sobre lucros acima de R$ 35 mil mensais.

Investidores locais devem monitorar declarações públicas de yields para fins fiscais, pois plataformas globais reportam via CARF. Um cenário de proibição nos EUA poderia impulsionar migração para jurisdições como UE ou Ásia, mas elevar riscos de conformidade no Brasil, onde a CVM e BC avançam em regras para ativos digitais. Autoridades americanas, como o Secretário do Tesouro Scott Bessent, pressionam por aprovação até a primavera para evitar perda de janela política pós-midterms.

Quedas de ZRO e ALGO Refletem Pressão no Mercado

Em paralelo, o token LayerZero (ZRO) despencou 11,85% em 24 horas, cotado a US$ 1,65, com volume diário reduzido à metade para US$ 62 milhões. A análise técnica aponta tendência de baixa, com preço abaixo da SMA-7 em US$ 1,96 e capitalização de US$ 494 milhões, 77% abaixo do ATH.

Já Algorand (ALGO) caiu 6,09% para US$ 0,0937, com volume 37% inferior à média mensal. A pressão generalizada no mercado de altcoins pressiona suportes, com RSI sobrevendido sugerindo possível rebote, mas SMA-7 em US$ 0,0942 reforça fraqueza. Capitalização em US$ 831 milhões reflete -97% do pico histórico.

Próximos Passos e Monitoramento

Para investidores brasileiros, o desenrolar do CLARITY Act define o terreno para stablecoins yield, enquanto quedas em ZRO e ALGO demandam cautela em altcoins voláteis. Monitore reuniões da Casa Branca, dados Polymarket e relatórios da Receita Federal sobre tributação de rendimentos cripto. Decisões em Washington ecoam globalmente, moldando acessibilidade e riscos para portfólios locais.


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