De fintech para banco: a Revolut pediu licença bancária nos EUA ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC). Se aprovada, a empresa ganha acesso direto a redes como Fedwire e ACH, além de depósitos segurados pelo FDIC até US$ 250 mil. Para brasileiros com conta global, isso pode significar remessas mais rápidas e baratas para o exterior, sem depender tanto de parceiros. A notícia saiu nesta quinta-feira, 5 de março.
O Que a Licença Bancária Traz de Novo
A Revolut, que já oferece trading de criptomoedas, quer operar como banco tradicional nos EUA. Hoje, ela usa a parceria com o Lead Bank de Kansas City para contas e pagamentos. Com a licença própria, elimina intermediários e acessa o Fedwire – sistema que move trilhões de dólares entre bancos americanos por dia.
Praticamente, isso acelera transferências. Imagine enviar reais para dólares via Revolut e depois para uma conta nos EUA: com ACH e Fedwire diretos, o dinheiro chega em horas, não dias. E o FDIC garante seus depósitos até US$ 250 mil (cerca de R$ 1,3 milhão pelo câmbio atual de R$ 5,26), protegendo contra falhas da plataforma.
A empresa planeja investir US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) nos próximos 3-5 anos nos EUA, onde já tem mais de 1 milhão de clientes. Isso mostra compromisso sério com o mercado.
Impacto Direto para Brasileiros
Se você é brasileiro usando Revolut para remessas – comum para quem manda dinheiro à família nos EUA ou converte cripto em dólares – essa mudança é bem-vinda. Taxas de câmbio e IOF ainda pesam no Brasil, mas com acesso federal, as transações ficam mais eficientes e confiáveis.
Pense no dia a dia: comprar Bitcoin na Revolut brasileira, transferir para a conta EUA e usar via cartão sem atrasos. Ou receber salário em dólares sem burocracia extra. A licença abre portas para crédito, como cartões e empréstimos pessoais, diretamente da Revolut, sem bancos parceiros que cobram mais.
Com o dólar a R$ 5,26 hoje, cada real economizado em taxas conta. Revolut já é prática para isso, mas como banco, ganha credibilidade extra no mercado americano, o maior do mundo.
Contexto e Próximos Passos
Não é a primeira tentativa: em 2021 pediu licença, mas retirou em 2023 por entraves regulatórios. Agora, com cenário mais favorável – como o Kraken, que ganhou uma conta master no Fed –, Revolut nomeou Cetin Duransoy, ex-Visa, como CEO nos EUA para liderar.
A aprovação não é garantida e pode demorar meses. Enquanto isso, continue usando a app como está. Monitore atualizações no site da Revolut ou OCC. Para remessas urgentes, compare taxas com Wise ou bancos tradicionais – Revolut costuma sair na frente em velocidade.
Valorada em US$ 75 bilhões, a fintech tem licenças no Reino Unido e Europa. Nos EUA, isso a coloca ao lado de participantes como Chime ou SoFi, mas com foco cripto.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.