A stablecoin USD1 da World Liberty Financial, projeto cripto ligado à família Trump, perdeu brevemente sua paridade com o dólar nesta segunda-feira (23), caindo para US$ 0,994 — uma despegue de 0,6%. A equipe atribui o episódio a um “ataque coordenado”, envolvendo hacks em contas de cofundadores, influencers pagos para espalhar FUD e posições vendidas massivas no token WLFI. O incidente destaca vulnerabilidades em stablecoins de alto perfil.
Detalhes do Despegue e Recuperação
Segundo dados do CoinGecko e Binance, o USD1 atingiu mínima de US$ 0,9802 em pares com USDT por volta das 10h15 (horário de Brasília), recuperando para paridade total em 30 minutos. Já o token nativo WLFI despencou 7%, de US$ 0,117 para US$ 0,109, antes de se estabilizar em US$ 0,113.
A World Liberty Financial, quinta maior stablecoin com US$ 4,93 bilhões em capitalização, emite o USD1 em parceria com a BitGo. Seu lastro é composto por treasuries de curto prazo, depósitos em dólar e equivalentes, com atestações mensais da Crowe. O mecanismo de mint-and-redeem 1:1 foi crucial para restaurar confiança, evitando uma despegue prolongada.
É importante considerar que, mesmo breve, esse despegue expõe fragilidades operacionais em ecossistemas centralizados, especialmente com visibilidade política elevada.
Alegações de Ataque Coordenado
A equipe da WLFI relatou invasões em contas X de cofundadores, campanhas pagas de desinformação via influencers e aberturas de posições vendidas para lucrar com o pânico induzido. “Hackers e campanhas de FUD tentaram minar a confiança, mas nossa infraestrutura resistiu”, afirmou um porta-voz.
O risco aqui é claro: projetos de alto perfil atraem atores maliciosos que exploram narrativas para amplificar volatilidade. Historicamente, stablecoins como a UST da Terra sofreram colapsos semelhantes por perda de confiança, mesmo com lastro teórico sólido. Atenção para a dependência de mecanismos de redenção em cenários de estresse.
Conexões com a Binance, que detém grande parte do suprimento USD1, também levantam questionamentos sobre conflitos de interesse, especialmente após o perdão presidencial a CZ.
Implicações para Investidores Brasileiros
Para o público brasileiro, exposto a plataformas globais, esse episódio reforça a necessidade de diversificação em stablecoins. USD1, apesar do backing, opera em um ambiente de risco geopolítico e regulatório elevado devido às ligações Trump. Usuários com exposição devem verificar liquidez em exchanges locais e monitorar atestações de reservas.
O que observar: volume de redenções, investigações sobre hacks e impacto no WLFI. É possível que ataques coordenados se tornem mais comuns em ativos políticos, testando resiliência de protocolos. Priorize stablecoins com histórico comprovado de estabilidade, como USDT ou USDC, sem ignorar riscos inerentes.
Lições de Proteção Patrimonial
Em um mercado volátil, o incidente WLFI lembra: stablecoins não são imunes a manipulações. Considere limites de exposição (ex: não mais que 20-30% em um único emissor), use carteiras frias para holdings longos e acompanhe on-chain para sinais precoces de desequilíbrio. A proteção vem da vigilância, não da confiança cega em narrativas oficiais.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.