A Wintermute lançou trading OTC institucional para ouro tokenizado, suportando PAX Gold (PAXG) e Tether Gold (XAUT). O serviço permite liquidação on-chain 24/7 com criptomoedas, stablecoins ou fiat, atendendo à demanda por ativos reais no blockchain. O CEO Evgeny Gaevoy prevê que o mercado de Real World Assets (RWAs) de ouro alcance US$ 15 bilhões até o fim de 2026, triplicando o valor atual. Ouro no blockchain: por que a tokenização é a tese institucional do ano?
O Que São Real World Assets e Tokenização de Ouro
Os Real World Assets (RWAs) representam a ponte entre ativos tradicionais e blockchain. Na tokenização de ouro, cada token como PAXG ou XAUT é lastreado por uma onça troy de ouro físico armazenado em custódia regulada. Smart contracts ERC-20 no Ethereum garantem que o suprimento circulante corresponda exatamente às reservas auditadas.
Como funciona tecnicamente? O emissor deposita ouro em vaults verificáveis, mintando tokens proporcionais. Holders podem resgatar o metal físico ou tradá-los fractionalmente — algo impossível com barras físicas. Isso cria um ativo fungível, programável e divisível até 18 casas decimais, similar a um stablecoin colateralizado por commodities. A transparência on-chain permite auditorias em tempo real via exploradores como Etherscan, eliminando intermediários opacos.
Dados mostram crescimento: o valor total bloqueado (TVL) em ouro tokenizado subiu 80% em três meses, atingindo US$ 5,4 bilhões em fevereiro de 2026. No 4º trimestre de 2025, o volume de trading superou US$ 126 bilhões, eclipsando ETFs tradicionais.
Mesa OTC da Wintermute: Eficiência e Liquidez 24/7
A nova mesa OTC da Wintermute usa algoritmos para execução otimizada de spot, permitindo que instituições abram, ajustem ou fechem posições instantaneamente. Diferente de mercados tradicionais, limitados a horários de bolsa, aqui a liquidação ocorre 24/7 via blockchain, reduzindo risco de contraparte e custos de custódia.
Para um fundo de hedge, comprar PAXG na Wintermute significa settlement em USDT ou BTC em minutos, sem logística de transporte de ouro. A liquidez profunda da firma — uma das maiores market makers em DeFi — garante spreads apertados mesmo em volumes institucionais. Isso é crucial em cenários voláteis, onde velocidade de execução define retornos.
Comparado ao ouro físico: barras exigem seguro, storage e verificação física, com spreads altos e T+2 settlement. Tokens eliminam isso, oferecendo yield via staking ou lending em protocolos DeFi, integrando ouro a estratégias híbridas.
Por Que Instituições Preferem Tokens a Barras Físicas
Instituições migram para tokenização por três pilares: eficiência operacional, liquidez global e settlement instantâneo. Sem necessidade de vaults físicos, reduzem custos em até 90%. A divisibilidade permite alocações precisas — compre 0,001 onça sem premium.
No contexto macro, com ouro batendo recordes, RWAs oferecem hedge contra inflação sem fricções. O volume Q4/2025 prova adoção: tokenized gold superou ETFs, impulsionado por pricing transparente e trading ininterrupto. Gaevoy destaca a demanda institucional como driver para os US$ 15 bilhões.
Desafios persistem: regulação de custodiantes e oráculos de preço. Mas protocolos maduros como PAXG, com auditorias mensais, mitigam riscos, pavimentando a tese RWA para 2026.
Implicações para o Mercado Cripto
Essa expansão sinaliza maturidade: RWAs trazem trilhões em valor tradicional para on-chain. Para brasileiros, com dólar a R$ 5,72 (AwesomeAPI), ouro tokenizado via exchanges globais democratiza acesso. Monitore TVL e volumes para confirmar a projeção de US$ 15 bi.
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