Personagens cartoon de fintechs asiáticas marchando para portões de Wall Street com papéis IPO e chave cripto, simbolizando expansão global

Fintechs Asiáticas Invadem Wall Street: IPO PayPay e SBI

Imagine uma fintech japonesa batendo à porta de Wall Street com um IPO avaliado em mais de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 52 bilhões)? É o que a PayPay, do SoftBank, está fazendo, mirando listagem na Nasdaq já em março. Ao mesmo tempo, a japonesa SBI Holdings avança na Ásia ao comprar a exchange singapurense Coinhako. Esses movimentos mostram o amadurecimento das fintechs asiáticas e podem acelerar pagamentos digitais aqui no Brasil, onde remessas e cripto ganham espaço no dia a dia.


PayPay: Do Japão para a Bolsa Americana

A PayPay, app de pagamentos por código QR com apoio do SoftBank, protocolou IPO nos EUA mirando valuation acima de US$ 10 bilhões – Son, fundador do SoftBank, sonha com US$ 20 bilhões. Nos nove meses até dezembro, faturou ¥278,5 bilhões (cerca de R$ 9 bilhões) com lucro de ¥103,3 bilhões. São mais de 72 milhões de usuários no Japão, onde pagamentos sem dinheiro saltaram de 0,2% para 9,6% das transações desde 2018.

A empresa expandiu para Coreia do Sul, com pagamentos em 2 milhões de lojistas. Bancos como Goldman Sachs e JPMorgan lideram a oferta. Para o brasileiro comum, isso é sinal: pagamentos digitais mobile estão maduros e rentáveis, como o Pix aqui, mas com escala global.

SBI Fortalece Cripto com Coinhako

A SBI Holdings, gigante japonesa financeira, assinou carta de intenção para injetar capital e comprar ações majoritárias da Coinhako, exchange regulada em Singapura. Isso a torna subsidiária consolidada do grupo, ampliando presença em ativos digitais na Ásia.

Coinhako opera via Hako Technology (licenciada pela MAS) e Alpha Hako nas Ilhas Virgens Britânicas. Yoshitaka Kitao, presidente da SBI, vê isso como passo para ‘corredor global de ativos digitais’, incluindo tokenização e stablecoins. No Brasil, onde enviamos remessas para Ásia, exchanges locais podem se inspirar nessa integração fintech-cripto.

Impacto Prático no Mercado Brasileiro

Esses cases asiáticos chegam num bom momento para nós. O Pix revolucionou pagamentos, mas remessas internacionais ainda custam caro (até 7% em taxas). Fintechs como PayPay mostram como códigos QR e subsídios aceleram adoção – aqui, Nubank e Mercado Pago já copiam isso. Já a SBI+Coinhako reforça cripto regulada: com dólar a R$ 5,23, US$ 10 bi viram R$ 52 bi em valor de mercado acessível via apps.

Para o trabalhador brasileiro mandando dinheiro pra família na Ásia ou investindo em cripto pra proteger inflação, isso significa opções mais baratas e rápidas. Pense: equivalente a 260 mil salários mínimos em valuation da PayPay.

O Que Fazer Como Investidor Brasileiro?

Situação clara: Ásia lidera maturidade em pagamentos e cripto. Impacto: mais competição global pressiona exchanges BR a baixar taxas e inovar. Ação prática: monitore IPO da PayPay (ticker PAYP) via corretoras com acesso a Nasdaq. Para cripto, compare taxas de remessa em plataformas reguladas – stablecoins como USDT cortam custos em 50% vs. bancos tradicionais.

Não corra atrás da euforia: avalie seu perfil, impostos (IR sobre ganhos) e volatilidade. Comece pequeno, use apps com PIX e foco em utilidade diária, como pagar boletos ou enviar dinheiro para o exterior sem dor de cabeça.


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