Investigações do Departamento de Justiça dos EUA revelam que a plataforma P2P Paxful foi multada em US$ 4 milhões por facilitar a lavagem de dinheiro oriundo de crimes graves, incluindo prostituição ilegal e tráfico sexual. A empresa admitiu conspiração para promover prostituição e violações de regras anti-lavagem de dinheiro (AML), atraindo criminosos com a ausência de verificação de clientes (non-KYC). De 2017 a 2019, movimentou quase US$ 3 bilhões em trades, lucrando US$ 29,7 milhões.
Conexão com o Site Backpage e Crimes Sexuais
Evidências apontam que a Paxful colaborou diretamente com o site de classificados Backpage, fechado pelas autoridades por hospedar anúncios de prostituição ilegal. Os fundadores da plataforma celebravam o “Efeito Backpage”, que impulsionou o crescimento do negócio. Entre 2015 e 2022, essa parceria gerou US$ 2,7 milhões em lucros para a Paxful, conforme detalhado no acordo com o DOJ. A condenação por lavagem de dinheiro vinculada a crimes sexuais expõe como a falta de controles permitiu transferências de US$ 17 milhões ligadas a atividades ilícitas.
Procuradores destacam que a Paxful se promovia como non-KYC, exibindo políticas AML falsas que nunca foram implementadas. Criminosos usavam a plataforma para fraudes, extorsão e tráfico sexual comercial, sabendo da negligência regulatória.
Falhas Graves de Compliance e Lucros Ilícitos
De janeiro de 2017 a setembro de 2019, a Paxful processou mais de 26 milhões de trades, faturando US$ 29,7 milhões. O DOJ calculou uma pena ideal de US$ 112,5 milhões, mas reduziu para US$ 4 milhões devido à incapacidade de pagamento da empresa. O ex-CTO Artur Schaback já se declarou culpado por falhas no programa AML e aguarda sentença em maio de 2026, colaborando com investigações.
A plataforma encerrou operações em novembro de 2025, culpando “conduta histórica de ex-cofundadores” e custos de compliance. Ray Youssef, outro ex-fundador, criticou a decisão, mas autoridades não o indiciaram publicamente até o momento.
Red Flags e Como se Proteger no P2P
Este caso evidencia os perigos de plataformas P2P sem verificação rigorosa: atraem criminosos que exploram a anonimidade para lavar fundos sujos. Investigações revelam um desvio moral claro — priorizar lucros sobre ética e lei. Para brasileiros, o risco é ampliado em negociações locais sem escrow confiável ou KYC.
Lições acionáveis:
- Prefira exchanges reguladas com AML/KYC robusto, como Binance ou Mercado Bitcoin.
- Evite non-KYC: anonimato beneficia fraudadores mais que usuários honestos.
- Verifique reputação on-chain e notícias regulatórias antes de negociar.
- Use wallets não custodiais e monitore transações em block explorers.
O lado sombrio do P2P sem regras financia crimes graves. Monitore plataformas e priorize segurança.
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📌 Nota: Uma ou mais fontes citadas estavam temporariamente indisponíveis no momento da redação.