A União Europeia prepara o 20º pacote de sanções contra a Rússia, visando proibir totalmente as transações cripto com entidades russas para fechar brechas usadas para contornar restrições econômicas. Em paralelo, o governo russo intensifica o controle digital ao bloquear o WhatsApp, empurrando usuários para o app estatal Max. Essa dupla ofensiva destaca o papel central das criptomoedas e comunicações privadas na guerra de sanções e soberania digital, com implicações globais para investidores.
Proposta da UE: Corte Total aos Canais Cripto Russos
Segundo um documento interno da Comissão Europeia, Bruxelas planeja interditar interações entre empresas da UE e prestadores de serviços de ativos digitais baseados na Rússia. Essa medida inédita vai além de sanções individuais, atacando o ecossistema cripto russo como um todo, incluindo plataformas que facilitam pagamentos transfronteiriços. Bancos no Quirguistão, como Keremet e Capital Bank of Central Asia, além de instituições no Laos e Tadjiquistão, também entrariam na lista negra.
O voto sobre o pacote está previsto para até 24 de fevereiro, em meio a discussões avançadas em Bruxelas. Autoridades europeias argumentam que canais cripto têm sido explorados por Moscou desde o início do conflito na Ucrânia, permitindo evasão de restrições financeiras impostas pelo Ocidente. Essa escalada reflete a determinação da UE em integrar o setor cripto ao regime de sanções, fechando todas as brechas identificadas.
Stablecoin A7A5 no Centro das Suspeitas
O stablecoin A7A5, lastreado no rublo e emitido pela plataforma A7 — vista como próxima ao ecossistema russo —, emerge como alvo principal. Apesar de negarem envolvimento em contornações, seus volumes de negociação explodiram em 2025, posicionando-o entre os stablecoins não-dólar mais negociados, conforme dados da CoinMarketCap e DefiLlama.
No entanto, analistas da Global Ledger questionam a autenticidade desses números, apontando indícios de wash trading para inflar artificialmente os volumes. A grande preocupação reside na rastreabilidade: fluxos em pools de liquidez descentralizados tornam o bloqueio técnico quase impossível, desafiando a efetividade das sanções. Especialistas como Lex Fisun, CEO da Global Ledger, alertam que uma proibição ampla poderia forçar o bloqueio de grandes plataformas globais, prejudicando atores legítimos do mercado.
Bloqueio Russo ao WhatsApp e Ascensão do Max
Do outro lado, a Rússia responde com medidas de controle interno. O WhatsApp, com cerca de 72 milhões de usuários mensais no país — quarto maior mercado global —, foi bloqueado integralmente, conforme reportagens de veículos como Gazeta.ru e TASS. O acesso agora exige VPN, enquanto o porta-voz presidencial Dmitry Peskov condiciona a liberação ao cumprimento de leis locais.
O objetivo é claro: impulsionar o Max, app estatal lançado em março de 2025 pela VK e obrigatório em smartphones vendidos desde setembro. WhatsApp acusa Moscou de isolar usuários de comunicações privadas e seguras, promovendo uma plataforma de vigilância. Essa tática ecoa restrições prévias a chamadas no app e Telegram, por falhas em compartilhar dados com autoridades russas.
Implicações Geopolíticas para o Mercado Cripto
Esses movimentos dualistas — sanções ocidentais contra cripto russa e controle estatal de comunicações em Moscou — posicionam as criptomoedas no epicentro da geopolítica digital. Para investidores brasileiros e globais, o risco regulatório aumenta: decisões em Bruxelas e Moscou podem propagar efeitos em cascata, afetando liquidez de stablecoins alternativos e plataformas internacionais.
Embora a descentralização ofereça resiliência, governos demonstram disposição para endurecer regras. Monitorar o desfecho do pacote da UE e negociações sobre WhatsApp será essencial, pois sinalizam como nações usarão tecnologia para exercer poder soberano no espaço digital.
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