O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, pressionou o Comitê Bancário do Senado a avançar com as audiências de confirmação de Kevin Warsh como próximo presidente do Federal Reserve, apesar da investigação do Departamento de Justiça (DOJ) contra o atual presidente, Jerome Powell. Indicado por Trump em 30 de janeiro, Warsh enfrenta resistência do senador Thom Tillis, que ameaça bloquear a nomeação até esclarecer supostas irregularidades em uma renovação de US$ 2,5 bilhões no prédio do Fed. O impasse gera instabilidade institucional em Washington, com reflexos imediatos no mercado cripto, onde o Bitcoin despencou mais de 20% desde a nomeação.
Investigação do DOJ e Negação de Powell
A promotora Jeanine Pirro, procuradora do Distrito de Colúmbia, abriu a investigação criminal em janeiro, emitindo subpoenas sobre o testemunho de Powell no Congresso. O foco são supostos equívocos sobre os custos exorbitantes da renovação da sede do Fed e edifícios adjacentes. Powell nega qualquer irregularidade e classifica a investigação como retaliação política por sua resistência às demandas de Donald Trump por cortes mais rápidos nas taxas de juros.
Segundo autoridades do DOJ, o caso envolve possíveis declarações enganosas a legisladores, o que poderia comprometer a independência do Fed. Tillis, republicano do Comitê Bancário, reforça que não apoiará Warsh — apesar de considerá-lo qualificado — até a investigação chegar à verdade, priorizando a autonomia da instituição central.
Pressão do Tesouro e Impasse no Senado
Em entrevista à Fox News, Bessent rebateu Tillis, sugerindo que as audiências prossigam paralelamente à investigação de Pirro. "Por que não iniciar as audiências e ver para onde a apuração vai?", questionou o secretário. Republicanos controlam 13 das 24 vagas no comitê, mas o voto de Tillis pode forçar a decisão aos democratas, adiando a confirmação para o plenário do Senado.
O processo padrão exige revisão no comitê, voto de recomendação e, por fim, debate e aprovação no Senado completo. Qualquer atraso prolonga a incerteza sobre a liderança do Fed, em um momento crítico para a política monetária global.
Implicações para o Mercado Cripto e Liquidez
Warsh é visto como hawkish, favorável a juros mais altos, o que explica a queda do Bitcoin abaixo de US$ 82 mil e liquidações de US$ 2,5 bilhões em posições longas. Uma transição rápida poderia apertar a liquidez, impactando ativos de risco como criptomoedas, enquanto Powell é percebido como mais dovish.
Paralelamente, o Fed recebe comentários divididos sobre contas de pagamento limitadas para fintechs cripto. Empresas como Circle e Anchorage apoiam a inovação em pagamentos, mas associações bancárias alertam para riscos de supervisão insuficiente. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin cotava a R$ 362.358,91 (-1,74%) às 07:18 de hoje.
Para investidores globais, incluindo brasileiros, o caos no Fed sinaliza volatilidade em juros e liquidez, moldando o fluxo para ou contra criptoativos em um cenário geopolítico tenso.
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