Empreendedores cartoon construindo ponte com stablecoins ZAR e BRL sobre oceano digital, simbolizando lições da África do Sul para startups brasileiras em remessas

Stablecoins Locais no Mundo: Lições da África do Sul para o Brasil

Empresas sul-africanas como Luno, Sanlam, EasyEquities e Lesaka acabam de lançar o ZARU, uma stablecoin lastreada 1:1 pelo rand sul-africano e construída na rede Solana. Lançado em 3 de fevereiro de 2026, o projeto visa modernizar pagamentos e combater o domínio de stablecoins em dólar. Para brasileiros, isso é um sinal claro: está na hora de uma stablecoin do real (BRL) que facilite remessas familiares e evite taxas abusivas de bancos. Imagina enviar dinheiro para o interior sem perder 10% no câmbio?


O Que é o ZARU e Como Ele Funciona

O ZARU não é só mais uma stablecoin. Ele traz o rand sul-africano para os trilhos da blockchain, tornando-o “dinheiro nativo da internet”. Cada token é respaldado por um rand em reservas, garantindo estabilidade. A escolha da Solana foi estratégica: transações rápidas e baratas, ideais para pagamentos do dia a dia.

Parceria pesada: a exchange Luno cuida da liquidez inicial, enquanto gigantes como Sanlam (investimentos) e EasyEquities (plataforma retail) testam com investidores institucionais. No lançamento, só para qualificados, mas o plano é abrir para o público. Para o sul-africano comum, isso significa liquidar remessas em segundos, sem as demoras de transferências bancárias tradicionais.

Segundo o anúncio oficial, o ZARU compete com euro e dólar digital, preservando a soberania monetária local. É como um PIX cripto, mas global.

Por Que Agora? Contexto Sul-Africano e Lições Globais

A África do Sul lidera em inovação cripto na África, com mais de US$ 300 bilhões em stablecoins tokenizadas. Mas o Banco Central (SARB) estava preocupado: desde 2022, o uso de USDT e USDC explodiu 20 vezes, ameaçando o controle da economia local. Pessoas salvavam em dólares digitais, vazando valor para fora.

O ZARU responde a isso: mantém o dinheiro em rand, mas com eficiência blockchain. Para remessas, que representam bilhões na economia sul-africana, as taxas caem drasticamente – de dias para instantes, e custos de centavos. Relatórios do SARB confirmam essa “mudança estrutural” na adoção cripto.

No Brasil, vemos o paralelo: com inflação volátil e remessas acima de R$ 5 bilhões anuais para fora, uma stablecoin BRL poderia revolucionar. Evitaria a dependência de USDT, que ignora nossa realidade cambial.

Oportunidade no Brasil: Hora da Stablecoin do Real

Se a África do Sul, com economia emergente similar, fez no trilho da Solana, por que não aqui? O real é uma moeda forte regional, e startups brasileiras têm expertise em fintech – pense em Nubank ou Mercado Pago entrando no jogo.

Benefícios práticos: famílias no Nordeste recebem dinheiro de filhos em SP sem bancos intermediários cobrando 8-12% em taxas. Pequenos negócios exportadores liquidam em BRL instantâneo. E com regulação do BC avançando em CBDC (Drex), uma stablecoin privada pode ser o complemento perfeito.

Oportunidade para empreendedores: parcerias com exchanges locais como Mercado Bitcoin ou Binance Brasil, auditorias transparentes e integração com wallets como PicPay. O mercado de stablecoins cresce globalmente, e o Brasil, com 200 milhões de habitantes, é terreno fértil.

Passos Práticos para Startups Brasileiras

Quer entrar nessa? Comece validando: converse com usuários de remessas (MEIs, imigrantes). Escolha blockchain eficiente como Solana ou Polygon para baixos custos. Garanta lastro 1:1 com custódia regulada.

  1. Estude regulação: Lei 14.478/22 e sandbox do BC.
  2. Monte time: devs blockchain + compliance + finanças.
  3. Teste beta com instituições, como fizeram na África do Sul.
  4. Integre com apps cotidianos: WhatsApp Pay, PIX.

Isso não é especulação: é utilidade real. Uma stablecoin BRL pode custar R$ 1-2 em taxas por R$ 1.000 enviados, vs. R$ 50-100 hoje. Monitore projetos globais e aja – a janela está aberta.


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