Personagens cartoon tech brasileiro e bancário europeu apertando mãos sobre globo com stablecoins, simbolizando expansão de RLUSD e stablecoin euro

Ripple Leva RLUSD ao Brasil e BBVA Ingressa em Consórcio para Stablecoin em Euro

A Ripple anunciou o lançamento de sua stablecoin RLUSD no Brasil e Argentina, por meio de parceria com a exchange Ripio. Lançada em dezembro de 2024, a RLUSD já ultrapassou US$ 1,3 bilhão em capitalização, sinalizando adoção acelerada. Em paralelo, o banco espanhol BBVA ingressou em consórcio europeu para criar uma stablecoin em euro, desafiando o monopólio de USDT e USDC. Esses movimentos fortalecem os fundamentos regulados do ecossistema cripto.


RLUSD Chega à América Latina via Ripio

A Ripple USD (RLUSD) agora está disponível para clientes da Ripio nos dois países, permitindo compras com reais, pesos argentinos ou outras criptomoedas. Essa expansão ocorre em um mercado global de stablecoins avaliado em US$ 317,8 bilhões, onde USDT domina com 59% e USDC com 24%. A RLUSD, emitida com foco em conformidade regulatória, representa um avanço para instituições financeiras e usuários de varejo.

Sebastián Serrano, CEO da Ripio, destacou o fenômeno massivo da adoção de stablecoins, prevendo que o mercado pode dobrar em 2026. Essa parceria demonstra como o mercado está construindo infraestrutura robusta, conectando pagamentos transfronteiriços com tecnologia blockchain. Para investidores brasileiros, isso significa mais opções estáveis e reguladas diretamente na exchange local.

BBVA e Consórcio Europeu para Desafiar o Domínio do Dólar

O BBVA juntou-se a gigantes como BNP Paribas, ING, UniCredit e outros no joint venture Qivalis, sediado em Amsterdã. O objetivo é lançar um euro stablecoin compliant com a MiCA, acelerando pagamentos entre bancos e a tokenização de ativos. O lançamento operacional está previsto para a segunda metade de 2026, sujeito a aprovações regulatórias.

Essa iniciativa reduz a dependência de stablecoins em dólar, como alertado pelo Banco Central Europeu. Com foco em pagamentos transfronteiriços e liquidação de instrumentos digitais, o projeto posiciona bancos tradicionais como participantes centrais no ecossistema cripto, promovendo eficiência e soberania monetária na Europa.

Fundamentos se Fortalecem com Adoção Institucional

Esses lançamentos marcam o fim do monopólio das stablecoins sem regulação plena. A Ripple, conhecida por soluções de pagamento blockchain, e o BBVA exemplificam a entrada agressiva de tech e bancos no espaço. No Brasil, a RLUSD via Ripio facilita a proteção contra volatilidade local, enquanto na Europa, o euro stablecoin impulsiona a integração TradFi-DeFi.

O otimismo é fundamentado: stablecoins reguladas atraem fluxos institucionais, ampliando o ecossistema. Investidores devem monitorar esses desenvolvimentos, pois representam tendências de longo prazo na adoção global, independentemente de oscilações de curto prazo no Bitcoin ou altcoins.


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