O alerta do Standard Chartered aponta que o crescimento das stablecoins pode drenar até US$ 500 bilhões em depósitos bancários de mercados desenvolvidos até 2028. Com suprimento atual acima de US$ 300 bilhões, crescendo 40% ao ano, bancos enfrentam risco em margens de juros líquidos. Ao mesmo tempo, o Singapore Gulf Bank lança serviço regulado de conversão fiat-stablecoin, sinalizando adaptação necessária para sobreviver à revolução dos pagamentos digitais. É importante considerar: se os bancos não adotarem, o risco de obsolescência é real.
O Risco de US$ 500 Bilhões Revelado pelo Standard Chartered
Geoff Kendrick, chefe global de pesquisa cripto no Standard Chartered, estima que stablecoins causem a saída de até US$ 500 bilhões em depósitos até 2028. Nos EUA, isso equivaleria a um terço da capitalização total de stablecoins. O crescimento acelerado, impulsionado pela Clarity Act em tramitação no Congresso, ameaça redes de pagamento tradicionais.
É crucial observar que emissores como Tether e Circle mantêm apenas frações mínimas de reservas em depósitos bancários — 0,02% e 14,5%, respectivamente. Isso significa pouco reembolso aos bancos, ampliando o risco para instituições dependentes de funding de longo prazo. O risco aqui é a erosão das margens de juros líquidos (NIM), vital para a rentabilidade bancária.
Bancos que ignoram essa tendência correm o perigo de perder competitividade, especialmente com yields oferecidos em stablecoins, como os 3,5% da Coinbase em USDC — prática contestada por lobistas bancários.
Bancos Regionais: Os Mais Vulneráveis
Análise do Standard Chartered identificou bancos regionais americanos como os mais expostos, medidos pela dependência de NIM como receita. Instituições como Huntington Bancshares, M&T Bank, Truist Financial e Citizens Financial Group lideram a lista de vulnerabilidades.
Esses players dependem mais de atividades de empréstimo tradicionais, sensíveis a saídas de depósitos. Apesar de desempenho recente positivo — índice KBW Regional subiu 6% em janeiro —, cortes de juros esperados podem aliviar custos, mas não revertem a tendência de longo prazo para stablecoins em pagamentos.
É importante prestar atenção ao histórico de falhas em adaptações tardias, como visto em crises passadas. Bancos diversificados e de investimento estão menos afetados, mas o setor como um todo precisa repensar estratégias de tesouraria.
Singapura Pioneira: Serviço Regulado de Interoperabilidade
Enquanto bancos hesitam, o Singapore Gulf Bank (SGB) anuncia plataforma para mintar, converter e negociar USDC e USDT em fiat, via Solana, Ethereum e Arbitrum. Lançamento previsto para Q1 2026 na SGB Net, que já processa US$ 2 bilhões mensais em fiat.
Parceria com Fireblocks garante custódia segura, com conformidade KYC/AML. CEO Shawn Chan enfatiza simplificar o complexo ecossistema de stablecoins. Essa iniciativa demonstra visão: stablecoins como veículo dominante para liquidez digital e liquidações globais.
É possível que mais bancos sigam, especialmente com demanda por acesso regulado crescendo, como visto em lançamentos recentes de stablecoins nos EUA e Emirados Árabes.
O Que Isso Significa Para Investidores e Bancos
Para investidores brasileiros, stablecoins representam proteção contra volatilidade e eficiência em remessas, mas o risco sistêmico para bancos tradicionais merece monitoramento. Pergunta retórica: e se sua instituição financeira perder depósitos massivos? Diversifique para plataformas que integram cripto.
Bancos que adotarem interoperabilidade, como SGB, podem mitigar perdas. Os dados sugerem uma revolução inevitável nos pagamentos — vale observar aprovações regulatórias e migrações de volume.
💰 Comece a investir em criptomoedas: Abra sua conta gratuita na Binance e acesse um dos maiores ecossistemas cripto do mundo.
📢 Este artigo contém links de afiliados. Ao se cadastrar através desses links, você ajuda a manter o blog sem custo adicional para você.
⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.