A Binance publicou um relatório detalhado sobre o flash crash de 10 de outubro de 2025, que gerou liquidações de US$ 19 bilhões no mercado cripto. A exchange atribui o evento a choques macroeconômicos, como manchetes de guerra comercial e alta nos yields de bonds, negando falha primária em sua plataforma. No entanto, críticas de Cathie Wood (Ark Invest) e Star Xu (OKX) sugerem manipulação ou falhas técnicas, reacendendo tensões sobre a segurança das exchanges.
Relatório da Binance: Macrochoques como Gatilho Principal
A narrativa oficial da Binance enfatiza que 75% das liquidações ocorreram antes de problemas técnicos localizados em sua plataforma, por volta das 21h36 UTC. O evento, apelidado de “10/10 incident”, coincidiu com perdas de US$ 1,5 trilhão em ações globais e retração de liquidez por market makers. Dados da CoinGlass mostram picos de US$ 19,25 bilhões em liquidações, com a Binance registrando cerca de US$ 2,3 bilhões.
Dois incidentes foram admitidos: degradação no subsistema de transferências entre Spot, Earn e Futures (21h18-21h51 UTC), causando exibições de saldo zero; e desvios em índices de preços para USDe, WBETH e BNSOL (21h36-22h15 UTC), levando a chamadas de margem errôneas em mercados com baixa liquidez. A exchange compensou usuários com mais de US$ 328 milhões e lançou o “Together Initiative” de US$ 300 milhões para apoio comunitário, além de melhorias em circuit breakers e monitoramento.
A história mostra que eventos semelhantes, como o crash de maio de 2021 ou o colapso da LUNA em 2022, amplificam riscos em mercados alavancados. A exuberância recente ignorou esses precedentes.
Críticas Ressurgem: Acusações de Falhas e Manipulação
Cathie Wood atribuiu o crash a uma ‘falha de software na Binance’, alegando desalavancagem de US$ 28 bilhões com impactos duradouros. Star Xu, da OKX, criticou exchanges que priorizam lucros curtos via esquemas Ponzi e manipulação de preços, sugerindo danos ao ecossistema. No X, usuários chamam CZ de “golpista”, relatando contas congeladas, stop-loss falhando e timestamps manipulados em liquidações.
Relatos incluem flashes de preços próximos a zero em ENJ e ATOM, e desvios em ativos como BNSOL. Apesar de compensações de US$ 283 milhões iniciais e fundo de US$ 400 milhões, a desconfiança persiste. A congestão na rede Ethereum, com gas fees acima de 100 gwei, agravou spreads e atrasou arbitragem, mas críticos questionam se a Binance beneficiou-se da volatilidade.
O mercado está ignorando lições de crises passadas, como a asiática de 1997, onde alavancagem excessiva levou a contágios sistêmicos.
Riscos Sistêmicos e Lições dos Ciclos Passados
Como economista que viu a baixa de 2018 e 2022, vejo padrões claros: toda alta é seguida de correção quando a alavancagem explode. O crash de outubro expôs vulnerabilidades em derivativos cripto, com open interest acima de US$ 100 bilhões em BTC. Market makers retirando liquidez criou vácuos, similar ao dot-com em 2000.
Cuidado com narrativas que culpam só o macro: falhas técnicas, mesmo localizadas, podem catalisar cascades em ecossistemas interconectados. A correlação com mercados tradicionais cresce, com yields globais e liquidez do Fed influenciando ativos de risco. Proteção de capital exige diversificação além de alavancagem.
O Que Isso Significa para Investidores
Monitore liquidez em order books, desvios em índices e congestionamentos on-chain. Tensões entre exchanges como Binance e OKX destacam necessidade de plataformas resilientes. Em um ciclo onde exuberância ignora riscos, equilibrar visões contrarian é essencial. Sobreviver à próxima baixa vale mais que ganhos efêmeros no alta.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.