Banqueiros cartoon em pânico vendo cofre drenado por funil stablecoin USA₮ com 500B fluindo, simbolizando temor bancário ante nova lei federal

Tether Lança USA₮: Bancos Temem Drenagem de US$ 500 Bilhões em Depósitos

A Tether lançou o USA₮, sua primeira stablecoin totalmente regulada nos Estados Unidos, emitida pelo Anchorage Digital Bank sob o GENIUS Act, marco regulatório federal para ativos lastreados em dólar. O movimento representa a ‘americanização’ da gigante das stablecoins, antes restrita fora dos EUA pelo USDT. No mesmo dia, o Standard Chartered alertou que stablecoins podem drenar até US$ 500 bilhões de depósitos bancários americanos até 2028, intensificando tensões entre cripto e finanças tradicionais. Isso sinaliza a transição do mercado de stablecoins do ‘submundo’ para o coração do sistema financeiro regulado.


A Americanização da Tether com o USA₮

O lançamento oficial do USA₮ ocorre após anos de escrutínio regulatório nos EUA. Em 2021, a Tether pagou multa de US$ 18,5 milhões ao procurador de Nova York por alegações sobre reservas. Agora, com o GENIUS Act — primeira lei nacional para stablecoins vendidas a americanos —, a empresa cria um token separado, emitido por banco nacional e custodiado pela Cantor Fitzgerald.

Bo Hines, ex-diretor executivo do Conselho Crypto da Casa Branca, lidera como CEO da Tether USA₮. Paolo Ardoino, CEO global, chama o ativo de “dólar digital feito na América”, visando instituições que demandam supervisão federal. Disponível em exchanges como Bybit, Crypto.com, Kraken e OKX, o USA₮ combina escala do USDT (US$ 143 bilhões em circulação global) com compliance total.

Essa estratégia geopolítica posiciona a Tether — historicamente offshore — como player legítimo no dólar dominante mundial, desafiando narrativas de risco sistêmico.

Guerra das Stablecoins: USA₮ vs. USDC

O USA₮ entra em confronto direto com o USDC da Circle, líder em adoção institucional americana graças ao alinhamento regulatório precoce. Enquanto USDT domina internacionalmente, o novo token mira o mercado doméstico, projetado para pagamentos e tesouraria corporativa sob regras federais.

Com reservas em Treasuries (Tether aloca só 0,02% em depósitos bancários, vs. 14,5% da Circle), stablecoins evitam recirculação de fundos no sistema bancário tradicional. Isso agrava preocupações macroeconômicas, pois emissores capturam liquidez sem retribuir aos bancos. O mercado atual de US$ 301 bilhões pode explodir para US$ 2 trilhões até 2028, per Standard Chartered.

No contexto global, isso reflete a hegemonia do dólar: stablecoins estendem seu alcance via blockchain, mas sob escrutínio regulatório americano.

Alerta Bancário: Fuga de US$ 500 Bilhões em Depósitos

O relatório do Standard Chartered, liderado por Geoff Kendrick, prevê que um terço da capitalização atual de stablecoins — cerca de US$ 100 bilhões hoje — já venha de depósitos bancários, podendo alcançar US$ 500 bilhões até 2028. Bancos regionais são os mais expostos, com perda de net interest margin, spread entre empréstimos e depósitos.

O GENIUS Act proíbe juros diretos em stablecoins, mas permite yields via terceiros como exchanges, criando “brecha” segundo bancos. Grupos bancários pressionam por emendas, enquanto cripto defende inovação. Atrasos em leis como a de estrutura de mercado refletem esse embate.

Se reservas ficarem em Treasuries, o dreno é permanente, ameaçando estabilidade financeira e forçando bancos a competirem em eficiência.

Implicações Geopolíticas e Próximos Passos

Essa ‘guerra das stablecoins’ transcende finanças: é batalha pela soberania do dólar em era digital. EUA regulam para manter domínio, mas risco de desintermediação bancária pode remodelar o sistema. Investidores devem monitorar aprovações regulatórias, adoção institucional e respostas dos bancos — como parcerias com cripto ou lobby por restrições.

Para brasileiros, isso impacta via dólar forte em remessas e trades, com stablecoins ganhando tração global. O futuro depende de equilíbrio entre inovação e estabilidade.


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