O Ethereum caiu abaixo de US$ 3 mil (equivalente a R$ 15.596 às 19h37 desta quinta-feira), mas as reservas em exchanges atingiram 16,2 milhões de ETH, menor nível desde 2016. Enquanto o mercado exibe pessimismo com taxas de financiamento negativas e resgates em ETFs de US$ 230 milhões, baleias acumularam US$ 360 milhões na queda recente. Queda real ou oportunidade de acumulação por grandes investidores? Dados on-chain sugerem choque de oferta iminente.
Reservas em Exchanges: Mínima Histórica Sinaliza Aperto de Oferta
As reservas totais de Ethereum em plataformas centralizadas caíram para 16,2 milhões de ETH, patamar não visto desde 2016, conforme análise da Arab Chain. Esse declínio reflete uma tendência de longo prazo de saques contínuos, reduzindo a oferta líquida disponível para vendas imediatas em momentos de estresse de mercado.
Na Binance, principal hub de liquidez para ETH spot e derivativos, os saldos despencaram de 4,168 milhões para cerca de 4 milhões de ETH desde o início de 2026. Ausência de influxos significativos indica que investidores optam por custódia própria ou alocação em DeFi, em vez de trading de curto prazo. Menos ETH nas exchanges pode amplificar reações de alta se a demanda retornar, alterando a equação oferta-demanda.
Dados da CryptoQuant reforçam essa contração, destacando que o movimento ocorre mesmo com preço sob pressão, sugerindo confiança em valorização futura por holders de longo prazo.
Taxas de Financiamento Negativas Revelam Pessimismo Excessivo
Após queda de 13% na semana, o ETH testou US$ 2.900, triggerando liquidações de mais de US$ 461 milhões em posições long alavancadas entre 19 e 20 de janeiro. As taxas de financiamento em contratos perpétuos viraram negativas, fenômeno onde shorts pagam longs para manter posições abertas.
Em perpetual futures, que não expiram, o funding rate equilibra o mercado: quando negativo, reflete dominância de apostas baixistas, incentivando longs rentáveis. Essa dinâmica levou a um short squeeze rápido, impulsionando recuperação acima de US$ 3.000. Hoje, taxas voltaram a ser positivas, com longs pagando shorts, mas o episódio sinaliza medo excessivo, contrabalançado por rebounds históricos.
ETFs spot de ETH registraram resgates de US$ 230 milhões em 20 de janeiro, primeira saída semanal, embora gerenciem US$ 18 bilhões cumulativos. Contexto macro, como tensões Greenland/Trump, amplifica volatilidade institucional.
Acumulação de Baleias e Níveis Técnicos Críticos
Em meio ao caos, baleias (grandes detentores) adicionaram 290.000 ETH (~US$ 360 milhões) em dois dias, vendo a queda como oportunidade. Índice de smart money permanece cauteloso abaixo da linha de sinal, aguardando confirmação de alta.
Tecnicamente, ETH forma triângulo simétrico no gráfico diário, com divergência altista no RSI (altos mais altos vs. preços mais baixos). Resistência imediata em US$ 3.050, zona ex-suporte, seguida de US$ 3.146-3.164 (3,4 milhões ETH acumulados). Suporte em US$ 2.910; quebra abre US$ 2.610.
Rejeições recorrentes em US$ 3.400 nos últimos dois meses demandam proteção contra quedas via opções, mas acumulação contrasta com posicionamento cauteloso de traders experientes.
Implicações: Choque de Oferta vs. Pressões Macro
O paradoxo — preço em baixa com suprimento contraído — aponta para potencial choque de oferta. Reservas mínimas reduzem pressão vendedora imediata, enquanto funding negativo e acumulação sugerem capitulação de varejo, abrindo espaço para reversão.
Investidores devem monitorar influxos em exchanges, funding rates e rompimento de US$ 3.050. Se macro (ex: tarifas Greenland) estabilizar, ETH pode testar resistências superiores. No entanto, falha em suportes testa holders de longo prazo. Dados on-chain prevalecem sobre sentimento de curto prazo.
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