A participação da Binance no volume total de negociações à vista caiu para 25% em dezembro, o menor nível desde janeiro de 2021. Enquanto isso, ETFs de Bitcoin nos EUA registram as maiores entradas em três meses, com US$ 753,7 milhões em um dia. Para onde está indo o volume que saiu da gigante offshore? Essa migração levanta dúvidas sobre a reestruturação do mercado cripto.
A Queda Acelerada no Domínio da Binance
De acordo com dados da CoinDesk Data citados pela Bloomberg, a fatia de mercado da Binance no spot trading despencou de 28,5% em novembro para 25% em dezembro. Esse é o patamar mais baixo desde o início de 2021, contrastando com o pico de 60% alcançado em 2023. A perda não parece decorrer de uma debandada generalizada de usuários, mas sim de uma realocação estratégica do volume para canais mais regulados.
Embora a Binance continue sendo a maior exchange do mundo em termos absolutos, sua hegemonia está claramente em xeque. Fatores regulatórios, como multas e escrutínio global, podem estar acelerando essa erosão, mas o principal driver parece ser o apetite institucional por produtos tradicionais como ETFs.
A Ascensão dos ETFs e o Boom Institucional
Os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA tiveram na terça-feira (13) as maiores entradas líquidas em três meses, injetando US$ 753,7 milhões em um único dia, conforme a SoSoValue. Esse influxo coincide com a recuperação do Bitcoin, que na quarta-feira (14) superou US$ 97.000.
Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin opera a R$ 520.734 nesta quinta-feira (15), com alta de 2,08% nas últimas 24 horas. Analistas atribuem o movimento a rebalanceamentos institucionais pós-fim de ano, melhora macroeconômica e a demanda estrutural dos ETFs, que oferecem exposição regulada sem a fricção das exchanges offshore.
Descentralização Saudável ou Centralização em Wall Street?
Do ponto de vista cético, essa migração do volume da Binance para ETFs levanta interrogações profundas. É uma descentralização saudável da liquidez, distribuindo o risco entre múltiplos players? Ou o prenúncio do fim da hegemonia das exchanges ‘offshore’, com o poder concentrado nas mãos de gigantes regulados como BlackRock e Fidelity?
Exchanges centralizadas como a Binance sempre foram criticadas por riscos sistêmicos — hacks, falências como FTX e pressão regulatória. No entanto, os ETFs trazem sua própria centralização: custodiante único, vigilância governamental e potencial para manipulação institucional. O investidor retail, que usava a Binance para agilidade, agora pode ficar relegado a produtos passivos com spreads mais altos.
Para Onde Vai o Volume Perdido?
O volume que abandonou a Binance está se dividindo entre outras exchanges como Coinbase e Kraken, que ganham tração nos EUA, e principalmente os ETFs, que capturam demanda institucional sem necessidade de custódia direta. Para o ecossistema cripto, isso pode significar menos liquidez em pares exóticos e altcoins, áreas onde a Binance dominava.
Vale monitorar se essa tendência persiste: uma Binance enfraquecida pode abrir espaço para inovação descentralizada via DEXs, mas o rolo compressor institucional sugere que o futuro do trading spot pode ser cada vez mais ‘tradicionalizado’. Investidores devem avaliar os riscos de concentração em poucos custodians regulados.
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