Dois criminosos armados invadiram a residência de uma mulher de 60 anos na Bélgica no último sábado (10/01), em busca de criptomoedas e carteiras de hardware. Trata-se do terceiro caso registrado no país desde 2022. Sua segurança física vale mais que suas chaves privadas? O risco não é mais só digital: ataques físicos contra supostos investidores saltaram de 41 para 72 casos em 2025, um aumento de 75%.
Detalhes do Caso na Antuérpia
A invasão ocorreu por volta das 21h em Zoersel, na região de Antuérpia. A vítima, uma médica, foi surpreendida em casa pelos assaltantes, que a agrediram fisicamente, inclusive no rosto, e amarraram suas mãos e pés. Eles exigiam acesso às suas criptomoedas, mas a idosa conseguiu convencê-los de que não investia no mercado digital.
Frustrados, os criminosos fugiram levando outros bens materiais não especificados. A polícia belga investiga como tentativa de extorsão, roubo com violência e cárcere privado. A porta-voz Kato Belmans confirmou que a vítima recebeu atendimento médico e apoio psicológico. A principal suspeita é que os bandidos agiram com informações erradas sobre o alvo.
Esse incidente destaca como o sucesso das criptomoedas atrai não só hackers virtuais, mas gangues organizadas dispostas à violência extrema para roubar chaves privadas ou hardware wallets.
Onda de Violência na Bélgica e Crescimento Global
Segundo dados compilados pelo desenvolvedor Jameson Lopp, este é o terceiro ataque físico na Bélgica visando cripto: o primeiro em 2022, o segundo em 2024 e agora em 2026. O padrão revela uma escalada preocupante na Europa.
Globalmente, os números são alarmantes. Em 2024, foram reportados 41 casos de invasões ligadas a criptomoedas; em 2025, esse total subiu para 72, representando um crescimento de 75%. Fatores como a valorização do Bitcoin e a popularização dos investimentos digitais alimentam essa tendência perigosa.
Investidores precisam entender que ostentar ganhos em redes sociais ou vazar informações sobre holdings pode torná-los alvos fáceis. A anonimidade online é frágil quando criminosos acessam dados via vazamentos ou engenharia social.
França como Epicentro Europeu dos Ataques
A França lidera a onda de violência, com três incidentes só na primeira quinzena de 2026. No dia 6, um sequestro relâmpago; no dia 9, um homem de 43 anos raptado em Saint-Léger-sous-Cholet; e no dia 10, um executivo de cripto, sua esposa e filhos amarrados e agredidos nos Yvelines.
Suspeitas apontam para crime organizado e até corrupção interna, como a prisão de uma agente da Receita Federal francesa por vazar dados de investidores. Essa conexão entre autoridades e bandidos amplifica o risco, mostrando que nem dados oficiais estão seguros.
Para brasileiros, o alerta é global: o que acontece na Europa pode chegar aqui, especialmente com o crescimento do mercado cripto no Brasil.
Como Proteger Sua Família e Ativos
Essas práticas transformam holders em alvos mais difíceis, preservando não só o patrimônio, mas a integridade física da família.
- OPSEC rigorosa: Nunca divulgue holdings em redes sociais, fóruns ou conversas casuais. Use pseudônimos e evite fotos de setups de trading.
- Hardware wallets offline: Guarde seed phrases em locais físicos seguros, como cofres ignífugos, e nunca digitalize.
- Medidas de segurança residencial: Instale câmeras, alarmes conectados a centrais 24h e portões reforçados. Considere cães de guarda.
- Plano de emergência: Ensine familiares a não resistir em invasões e priorize vidas sobre bens. Tenha um botão de pânico discreto.
- Diversificação geográfica: Não concentre todos os ativos em casa; use custódia multisig ou serviços confiáveis.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.