Policiais cartoon arrombando porta de fazenda de mineração ilegal de Bitcoin, com rigs piscando e cabos cortados, ilustrando operação contra crime cripto

Mineração Ilegal: DF e Alagoas Têm Fazendas Desmanteladas

Desde o furto de luz em Brasília até o desvio de água do Rio São Francisco: a face sombria da mineração ilegal ganha novos capítulos. A Polícia Civil do DF desarticulou duas fazendas clandestinas com furto de R$ 100 mil mensais em energia, enquanto em Alagoas, autoridades combateram operações que consumiam 200 mil kWh por mês. Esses crimes não só geram prejuízos aos cofres públicos, mas mancham a reputação da mineração legítima de criptomoedas.


Operação no Distrito Federal: Furto Milionário Evitado

A 30ª Delegacia de Polícia do DF agiu nos dias 7 e 8 de janeiro de 2026, em São Sebastião, desmontando fazendas de mineração em áreas rurais e urbanas. No Núcleo Rural Cava de Baixo, peritos confirmaram o uso de energia desviada para equipamentos de alta potência. Cada fazenda consumia R$ 100 mil por mês em eletricidade furtada, totalizando valores expressivos em poucas semanas de operação.

Foram apreendidos 47 mineradores, avaliados em cerca de R$ 250 mil. Além do furto de energia, criminosos roubavam cabos de dados e telefonia, afetando serviços essenciais. O principal suspeito, Roberio de Oliveira Rocha, permanece foragido. A PCDF investiga lavagem de dinheiro e organização criminosa, analisando vestígios digitais nos equipamentos para rastrear os criptoativos gerados.

Essas ações expõem como o alto consumo energético da proof-of-work atrai oportunistas, sobrecarregando a rede e elevando custos para consumidores honestos.

Desarticulação em Alagoas: Água e Energia do São Francisco

A Polícia Civil de Alagoas desmantelou quatro fazendas ilegais em Porto Real do Colégio, no dia 9 de janeiro. Os criminosos bombeavam água do Rio São Francisco para resfriar as máquinas e desviavam energia, consumindo 200 mil kWh mensais – o equivalente a mil residências. O prejuízo em eletricidade chegou a R$ 155 mil por mês, somando R$ 750 mil em cinco meses.

As ligações clandestinas causavam instabilidades na rede local, danificando aparelhos de moradores próximos. Não houve prisões no local, mas as investigações prosseguem para identificar os responsáveis. Esse caso destaca o impacto ambiental da mineração predatória, explorando recursos hídricos públicos para lucrar com Bitcoin.

A combinação de furto de água e energia revela uma operação sofisticada, que ignora regulamentações e compromete infraestruturas vitais no Nordeste brasileiro.

Impactos no Setor e na Sociedade

Esses episódios reiteram os riscos da mineração clandestina: prejuízos aos cofres públicos, interrupções no fornecimento de energia e água, e dano à imagem da mineração ética. No DF e Alagoas, os desvios sobrecarregaram redes já pressionadas, elevando tarifas para todos. Mineradores legítimos, que investem em energia renovável e compliance, sofrem com a associação a esses crimes.

Autoridades brasileiras demonstram capacidade crescente em combater esses esquemas, usando perícias e análises on-chain. No entanto, a recorrência – com casos recentes no Ceará – sugere necessidade de fiscalização mais rigorosa em regiões rurais. Investidores devem ficar atentos: transações oriundas de mineração ilegal podem ser rastreadas e congeladas por exchanges reguladas.

O tom denunciativo é claro: enquanto o setor cripto avança, crimes como esses ameaçam sua credibilidade e demandam ação coordenada entre polícias e reguladores.


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