O estado de Nova York reintroduziu a lei ORACLE, que restringe mercados de previsão como Polymarket, proibindo apostas em eventos esportivos individuais, resultados políticos, guerras e até a longevidade de pessoas. A medida, proposta pelo assemblyman Clyde Vanel, surge um dia antes do anúncio de parceria exclusiva entre Polymarket e os New York Rangers da NHL, destacando tensões geopolíticas entre inovação DeFi e controle regulatório nos EUA.
Detalhes da Lei ORACLE
A legislação permite apostas apenas em torneios amplos, como vencedores da Stanley Cup, mas veta prop betting em jogos específicos, como o Rangers vs. Buffalo Sabres. Empresas como Polymarket e Kalshi enfrentariam multas de até US$ 1 milhão por dia por descumprimento, além de exigências de autoexclusão voluntária, limites de tempo e proibição de cartões de crédito. Críticos veem os mercados como disfarces de jogos de azar sem proteções adequadas, enquanto defensores exaltam a "sabedoria da multidão" para previsões precisas.
No contexto geopolítico, Nova York — centro financeiro global — sinaliza uma postura cautelosa ante o boom dos prediction markets. Em 2025, esportes representaram 37% do volume notional da Polymarket e 93% do volume da Kalshi, totalizando US$ 2,3 bilhões, conforme dados on-chain.
Parceria Rangers-Polymarket em Xeque
Polymarket tornou-se o parceiro oficial de prediction markets dos Rangers, exibindo odds em LED no Madison Square Garden, dasherboards e segmentos pós-jogo. O acordo, revelado pela MSG Sports, expõe branding externo no icônico estádio. Contudo, a lei ORACLE ameaça diretamente essa integração, pois proíbe exatamente o tipo de apostas em eventos NHL individuais que seriam promovidas.
Essa colisão reflete dinâmicas globais: enquanto DeFi betting floresce em blockchains permissionless, jurisdições como NY buscam alinhar com leis anti-jogo, ecoando debates na UE sobre MiCA e no Brasil com PL 4.207/2021. Traders enfrentam risco de interrupção em mercados de alta liquidez.
Impacto no Ecossistema DeFi Betting
Prediction markets como Polymarket operam em Polygon, acessíveis globalmente, mas regulação estadual afeta usuários NY — 8% da população EUA. Kalshi, regulada CFTC e integrada a Coinbase/Robinhood, domina esportes (93% volume), mas também é visada. A proibição de apostas em "eventos catastróficos" limita narrativas geopolíticas, como eleições ou conflitos, centrais em 2024.
Geopoliticamente, isso pressiona descentralização: plataformas offshore ganham, mas compliance cresce. Vanel, que propôs blockchain para eleições em abril, equilibra inovação e risco. Torres (D-NY) baniu insiders federais em prediction markets após apostas suspeitas na Venezuela.
Compliance e Estratégias para Traders
Traders devem antecipar: monitore ORACLE no LegiScan NY. Plataformas podem migrar para torneios ou jurisdições amigáveis (ex: offshore). NY reforça tendência anti-gambling, similar a proibições em NJ para crypto bets. Para DeFi, diversifique em Kalshi regulada ou Myriad/PredictIt. Risco regulatório eleva volatilidade — vale monitorar CFTC/SEC para federalização.
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