O banco digital PicPay protocolou pedido de IPO na Nasdaq para captar até US$ 500 milhões, nesta segunda-feira (6). Controlada pela J&F (do JBS), a fintech registra lucros recordes e 66 milhões de clientes, mas opta pelos EUA em meio à crise da B3, sem novos IPOs há quatro anos devido à Selic a 15% e incertezas fiscais. Isso afeta diretamente o acesso a capitais para empresas brasileiras.
Números Sólidos Justificam a Jogada
A fintech apresentou resultados impressionantes nos documentos à SEC. Nos nove primeiros meses de 2025, o lucro líquido atingiu R$ 313,8 milhões, alta de 82% ante R$ 172 milhões em 2024. A receita total saltou para R$ 7,26 bilhões, quase o dobro dos R$ 3,78 bilhões do ano anterior, com clientes ativos crescendo de 37,5 para 42,1 milhões.
Hoje, o PicPay tem 66 milhões de clientes cadastrados e uma carteira de crédito de R$ 18,7 bilhões, com inadimplência acima de 90 dias em 6,2%. Há compromisso firme de US$ 75 milhões da gestora Bicycle, de Marcelo Claure (ex-SoftBank). Os papéis terão ticker PICS, com Citigroup, Bank of America e RBC como coordenadores.
Segunda Tentativa Após Fracasso em 2021
Não é a primeira vez: em 2021, o PicPay tentou IPO nos EUA, mas cancelou em 2022 por condições adversas de mercado, quando ainda dava prejuízo. Agora, com balanços positivos e recuperação gradual de IPOs em Wall Street, a empresa mira janeiro para a oferta, com roadshow a partir do dia 20.
Os recursos vão para capital de giro, crescimento orgânico, tecnologia e novos produtos como seguros e investimentos. Para o investidor brasileiro, isso sinaliza confiança no modelo de negócios, mas também a necessidade de mercados mais líquidos fora do Brasil.
Crise na B3: Empresas Fogem para Wall Street
A B3 vive seca de IPOs desde agosto de 2021, com Selic a 15% — maior nível desde 2006 — favorecendo renda fixa e afastando risco. Incertezas fiscais pioram o cenário. O número de listadas caiu de 385 (2022) para 335 hoje, com OPAs de EDP, Cielo e JBS.
Fintechs como Nubank, Stone, XP, Pátria e Inter já escolheram os EUA por maior liquidez e múltiplos atrativos. O PicPay reforça a tendência: Brasil perde valor para mercados globais. Investidores locais podem acessar via Nasdaq, mas perdem proximidade e sofrem com câmbio.
Impacto Prático para Brasileiros
Para quem investe em ações BR, isso pressiona a B3 a melhorar condições — juros menores e estabilidade fiscal. PicPay, que explora cripto via parcerias como com Binance, pode atrair mais capital tech. Monitore o IPO: sucesso abre portas para outras fintechs, mas risco cambial pesa para retail.
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