O comitê conjunto de estratégia de segurança nacional do Reino Unido recomendou uma proibição temporária de doações políticas em criptomoedas, citando temores de interferência estrangeira em eleições. A medida surge em meio a preocupações com origens obscuras de fundos, especialmente ligados ao partido Reform UK de Nigel Farage. Em paralelo, a FCA selecionou a Revolut para testar stablecoins em sandbox regulatório a partir de 2026, revelando uma abordagem dividida entre cautela e inovação no ecossistema cripto britânico.
Recomendações do Comitê de Segurança
Segundo autoridades britânicas, o Joint Committee on the National Security Strategy enviou uma carta ao secretário de Comunidades, Steve Reed, propondo cinco medidas urgentes. Entre elas, um ban temporário até que a Electoral Commission emita orientações específicas para cripto. As propostas incluem aceitar doações apenas de firmas registradas na Financial Conduct Authority (FCA), converter ativos em libras esterlinas em até 48 horas e proibir fundos oriundos de mixers como Tornado Cash.
O comitê enfatiza a necessidade de “alta confiança” na origem dos recursos, em um contexto de crescente tensão geopolítica. Com o papel militar do Reino Unido na Europa se expandindo e o ambiente de segurança deteriorando, influenciar posições políticas sobre Ucrânia ou relações EUA-UE ganha valor estratégico. Essas restrições visam proteger a integridade do sistema político contra atores estrangeiros.
Contexto Político e Críticas
O único partido majoritário a aceitar doações em cripto é o Reform UK, de Nigel Farage, que recebeu mais de £19 milhões do acionista da Tether, Christopher Harborne. Há relatos de contribuições em cripto não divulgadas, levantando suspeitas de Labour e Liberal Democrats sobre conflitos de interesse. Aliados de Farage, como George Cottrell, estão ligados a wallets de Polymarket e histórico de fraudes.
Críticas vêm de participantes do setor: a Kraken alerta que um ban deslocaria doações para canais offshore “sob o radar”. O Centre for Finance and Security do RUSI defende um moratorium até checks adequados. Grupos como Spotlight on Corruption e a própria Electoral Commission sugerem poderes discricionários para guias não estatutários, refletindo um debate global sobre transparência em financiamento político via ativos digitais.
Inovação Regulatória com Stablecoins
Contrapondo o receio com doações, o regulador FCA avança na adoção controlada de stablecoins. Revolut, Monee Financial Technologies, ReStabilise e VVTX foram selecionadas de 20 candidatas para o sandbox, com testes de emissão, pagamentos e liquidações maioristas iniciando no primeiro trimestre de 2026. Autorizações plenas são esperadas até outubro de 2027.
Matthew Long, diretor de pagamentos digitais da FCA, destaca benefícios para consumidores e transações financeiras, alinhando-se à Visão Nacional de Pagos. O Banco de Inglaterra colabora, vendo potencial em pagamentos mais rápidos e eficientes. Críticas, como as de Brian Armstrong da Coinbase, questionam limites propostos às tenências, temendo freios à inovação em um hub global como Londres.
Implicações Geopolíticas Globais
Essa dualidade britânica ecoa tendências mundiais: enquanto EUA e UE avançam em MiCA e ETF approvals, temores de lavagem e influência estrangeira persistem. Para investidores brasileiros, decisões em Londres sinalizam riscos regulatórios em jurisdições chave, impactando liquidez de stablecoins e narrativas políticas pró-cripto. Vale monitorar como o equilíbrio entre inovação e segurança moldará o futuro do setor.
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