A Binance foi acusada pelo New York Times de facilitar o envio de US$ 1,7 bilhão para entidades iranianas ligadas a grupos terroristas em 2024, via uma prestadora de serviços. O Wall Street Journal reforçou as denúncias, alegando demissões de investigadores internos. Em reação, o CEO Richard Teng enviou carta legal ao WSJ exigindo retratação por difamação, em meio a um embate que destaca tensões entre cripto e mídia tradicional sobre sanções dos EUA.
Detalhes das Acusações da Mídia Americana
Segundo o New York Times, investigadores internos da Binance descobriram que duas contas enviaram US$ 1,7 bilhão para carteiras ligadas à Guarda Revolucionária Iraniana, classificada como terrorista pelos EUA. Uma das contas pertencia à Blessed Trust, prestadora de serviços em Hong Kong para a exchange. Após o alerta, quatro profissionais foram demitidos ou suspensos por suposta violação de protocolos de dados.
O Wall Street Journal corroborou, afirmando que a corretora facilitou fluxos para redes financiando grupos apoiados pelo Irã, em violação potencial a sanções americanas. O Irã enfrenta restrições econômicas amplas desde 1979, ampliadas pós-acordo nuclear de 2015, afetando empresas globais com laços aos EUA.
Contra-ataque da Binance: Números e Ameaças Legais
A Binance rebateu veementemente, com Teng postando no X que o WSJ ignorou 19 respostas pré-publicação e reciclou alegações antigas. A exchange destaca queda de 96,8% na exposição a sanções entre 2024 e 2025, de 0,284% para 0,009% do volume total, e mais de 1.500 funcionários em compliance — 25% da força global.
Investigações internas fecharam as contas após alertas de autoridades, sem evidências de violações intencionais. Teng acusa a mídia de agenda pré-definida, ameaçando ações judiciais. O histórico inclui multa de US$ 4,3 bilhões em 2023 por falhas em lavagem, mas a Binance opera com licenças em 20 jurisdições.
Contexto Geopolítico e Regulatório Global
Sanções dos EUA ao Irã visam isolar o regime, mas blockchains públicas desafiam controles tradicionais: depósitos não requerem aprovação prévia. Segundo autoridades americanas, sanções secundárias punem estrangeiros facilitando negócios iranianos via dólar ou EUA. O senador Richard Blumenthal iniciou inquérito sobre duas entidades de Hong Kong.
Para o Brasil, isso reforça debates sobre soberania em cripto: exchanges globais como Binance enfrentam escrutínio de Washington, Bruxelas e Pequim, impactando liquidez e conformidade local sob a nova Lei 14.478/2022.
Implicações para Investidores Internacionais
Essa disputa expõe riscos de compliance em um mercado onde regulação varia: EUA endurecem pós-2023, UE avança com MiCA, enquanto Ásia equilibra inovação e controle. Investidores devem monitorar: ações judiciais podem elevar custos operacionais da Binance, afetando taxas e listagens. Neutralidade regulatória é chave para estabilidade global.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.