Um relatório da Elliptic denuncia que exchanges como Bitpapa, ABCeX, Exmo, Rapira e Aifory Pro continuam facilitando a conversão de rublos em criptomoedas para entidades russas sancionadas, burlando restrições impostas pelo G7 após a invasão da Ucrânia. Essa rede surgiu no vácuo deixado pelo colapso do Garantex e reflete maior escrutínio regulatório, coincidindo com a queda do Bitcoin abaixo de US$ 65 mil e funding rates negativos em CEX e DEX, sinalizando viés de baixa generalizado no mercado.
Rede de Exchanges na Mira Regulatória
Segundo autoridades americanas e europeias, essas plataformas, algumas com registros nominais fora da Rússia, processam volumes significativos de transações ligadas a alvos sancionados pelo OFAC. A Bitpapa, já sob sanções desde março de 2024, roteia carteiras para evadir fiscalização, direcionando 9,7% de seus fluxos para entidades de risco. A ABCeX opera na Torre da Federação em Moscou — antigo QG do Garantex — e movimentou mais de US$ 11 bilhões em cripto, com fluxos para o sucessor Grinex.
A Exmo, apesar de alegar saída da Rússia via venda para Exmo.me, compartilha infraestrutura de carteiras, permitindo co-mingling de fundos russos com operações ocidentais e transações diretas de US$ 19,5 milhões com sancionados. Rapira, sediada na Geórgia com escritório em Moscou, trocou mais de US$ 72 milhões com o Grinex, enquanto Aifory Pro oferece cartões virtuais em USDT para contornar bloqueios de serviços estrangeiros.
Contexto Geopolítico e Pressão Global
O relatório Elliptic chega em meio a esforços do G7 e da UE para fechar brechas cripto. A União Europeia prepara seu 20º pacote de sanções, banindo transações cripto com a Rússia, enquanto o Ministério das Finanças russo pressiona por regulamentações aceleradas diante do boom de adoção digital. Sanções impulsionaram o valor de cripto recebido por endereços ilícitos para US$ 154 bilhões em 2025, recorde impulsionado por nações-estado, segundo Chainalysis.
Essa dinâmica cria medo em exchanges maiores, que intensificam compliance para evitar multas, reduzindo liquidez em pares de alto risco e afetando sentiment global. Investidores internacionais monitoram como decisões em Washington e Bruxelas moldam o fluxo de capitais cripto.
Reflexos no Mercado: Queda e Funding Rates de Baixa
Com Bitcoin testando mínimas abaixo de US$ 65 mil — cotado a cerca de US$ 66.250 nesta segunda-feira —, os funding rates em plataformas centralizadas e descentralizadas viraram negativos, abaixo de 0,005%, indicando domínio de posições vendidas. Posições compradas pagam taxas às posições vendidas, reforçando o viés de baixa em meio à volatilidade.
Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin opera a R$ 343.373,61 (-2,82% em 24h), refletindo pressão externa. Para brasileiros, esse escrutínio global eleva riscos de delistings e KYC mais rígidos em exchanges acessíveis.
Implicações para Investidores Globais
O cerco regulatório destaca cripto como ferramenta geopolítica, com stablecoins e Bitcoin servindo a agendas nacionais. Exchanges maiores, sob temor de sanções secundárias, podem restringir volumes russos, impactando liquidez global. Investidores devem monitorar pacotes da UE e respostas russas, que ditarão tendências de risco em ativos digitais.
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