Um grupo de 41 deputados democratas enviou uma carta ao secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, questionando a possível aprovação de uma licença bancária para a World Liberty Financial (WLFI), empresa de criptomoedas associada à família Trump. Os legisladores alertam que tal medida poderia expor o sistema financeiro americano a influências estrangeiras, citando a venda de ações para um membro da família real dos Emirados Árabes Unidos (EAU). Esse impasse político em Washington ameaça travar avanços regulatórios globais, como o CLARITY Act para stablecoins, gerando incerteza nos mercados internacionais.
Preocupações com Segurança Nacional
A carta, coordenada pelo deputado Gregory Meeks e enviada na quinta-feira (19), destaca riscos de propriedade estrangeira e pressão geopolítica sobre o processo de licenças bancárias. A WLFI busca uma licença fiduciária nacional do OCC (Office of the Comptroller of the Currency), órgão do Tesouro, para agilizar operações com sua stablecoin USD1. Os democratas questionam as salvaguardas contra governos estrangeiros que poderiam usar concessões bancárias para influenciar o sistema financeiro dos EUA.
Durante depoimento recente no Congresso, Bessent defendeu a independência do OCC, recusando-se a comentar detalhes sobre o pedido da WLFI. Os legisladores exigem respostas em uma semana sobre o envolvimento da Casa Branca e mecanismos de proteção, incluindo nomes como Ritchie Torres e Sam Liccardo, que mesclam ceticismo e apoio ao setor cripto.
Contexto da World Liberty Financial
Lançada com apoio de Donald Trump, a WLFI tem atraído investimentos controversos, como os US$ 100 milhões de um fundo ligado aos EAU, que logo após garantiu acordo de chips de IA com a administração americana. A empresa promove sua stablecoin como solução para liquidações rápidas, mas o pedido de licença nacional simplificaria transações domésticas, elevando preocupações sobre integridade regulatória.
O timing da carta coincide com um evento luxuoso em Mar-a-Lago, residência de Trump, reunindo a família, a rapper Nicki Minaj, CEOs do Goldman Sachs, Coinbase, Nasdaq e Changpeng Zhao (CZ), da Binance, recentemente perdoado. Tal visibilidade reforça suspeitas de influência política no processo regulatório.
Impasse Político e o CLARITY Act
O embate reflete divisões partidárias em Washington, onde democratas veem na WLFI um risco à neutralidade do sistema bancário. Esse atrito pode atrasar o CLARITY Act, projeto de lei para regular stablecoins, essencial para clareza jurídica no setor. Nos EUA, berço de inovações cripto, decisões regulatórias ditam padrões globais, influenciando jurisdições como União Europeia, Brasil e Ásia.
Para investidores brasileiros, o atraso significa maior volatilidade em stablecoins usadas em arbitragem e remessas. Enquanto o Banco Central brasileiro avança em regras para instituições, a paralisia americana cria vácuo que favorece atores estrangeiros, como os EAU, em um jogo de poder financeiro onde cripto se torna ferramenta geopolítica.
Implicações para o Mercado Global
O debate transcende fronteiras: aprovações nos EUA legitimam stablecoins como USD1, mas rejeições sinalizam cautela mundial. Autoridades em Bruxelas e Pequim observam, ajustando suas CBDCs e regras. Investidores devem monitorar respostas do Tesouro e votações no Congresso, pois incertezas regulatórias historicamente pressionam preços de ativos digitais.
Em um cenário de tensões EUA-China e Oriente Médio, projetos como WLFI testam se cripto pode ser reservada de soberania ou vetor de influência externa. O desfecho definirá o ritmo da adoção global.
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