Rússia e Camboja marcam o início de uma caça global aos operadores de cripto ilegais. O Banco Central russo propõe multas pesadas para transações no mercado cinza, impulsionado por fraudes que congelaram contas de mais de 1.800 cidadãos. Já o Camboja deportou 48 mil estrangeiros desde 2023 em operação contra centros de golpes cripto, sinalizando o fim da era de terra de ninguém no setor.
Apertando o Cerco na Rússia
A governadora do Banco Central da Rússia, Elvira Nabiullina, alertou que fraudadores exploram o mercado cinza de cripto, levando a bloqueios de contas bancárias. Nos últimos três meses, mais de 1.800 russos procuraram ajuda policial após suspensões ligadas a influxos suspeitos. A proposta inclui responsabilidade administrativa para operações não reguladas, enquanto avança a legalização de pagamentos cross-border com ativos digitais para contornar sanções ocidentais.
O banco estatal VTB, segundo maior do país, pressiona por aceleração. Executivos relatam demanda crescente de exportadores por opções em cripto. Analistas preveem legislação abrangente até o verão, com possível restrição a exchanges estrangeiras como Bybit e OKX após licenciamento local, conforme debates em curso.
Repressão Intensa no Camboja
Desde o início da operação em 2023, o Camboja deportou 48 mil estrangeiros envolvidos em centros de golpes cripto, principalmente “pig-butchering” — fraudes românticas que drenam cripto de vítimas. O vice-primeiro-ministro Sar Sokha admitiu que a polícia está sobrecarregada, com apenas um oficial por 3.100 cidadãos. Para compensar, lançará recompensas a moradores por denúncias de compostos criminosos.
Restrições de saída em aeroportos visam impedir tráfico humano: mulheres de 18-35 anos sem documentos ou fundos, e turistas pobres, serão inspecionados. A maioria dos deportados são vítimas traficadas, sobretudo chinesas, forçadas a operar golpes. Prisões recentes, como a de Chen Zhi, desmantelaram redes bilionárias em cassinos.
Implicações Geopolíticas Globais
Essas ações refletem uma tendência mundial de regulação rigorosa contra crimes cripto. Na Rússia, a mudança de proibição para estruturação regulatória responde a sanções, posicionando cripto como ferramenta de soberania financeira. No Sudeste Asiático, o Camboja equilibra repressão a scams com tensões fronteiriças com a Tailândia, que deslocaram milhares.
Para investidores brasileiros, o cerco reforça a importância de plataformas licenciadas. Governos de múltiplas jurisdições sinalizam que o anonimato facilitou lavagem e fraudes, moldando um mercado mais transparente — mas potencialmente fragmentado por barreiras nacionais.
Próximos Passos e Monitoramento
Moscou planeja substituir regimes experimentais por lei permanente, definindo cripto como “ativos monetários”. No Camboja, educação sobre IA em scams e reforço policial são prioridades. Investidores devem acompanhar aprovações legislativas russas e evoluções no Sudeste Asiático, pois decisões em Pequim, Bruxelas ou Washington impactam portfólios globais.
💰 Comece a investir em criptomoedas: Abra sua conta gratuita na Binance e acesse um dos maiores ecossistemas cripto do mundo.
📢 Este artigo contém links de afiliados. Ao se cadastrar através desses links, você ajuda a manter o blog sem custo adicional para você.
⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.