A rede Layer 1 Aptos anunciou transição para tokenomics deflacionário, com teto fixo de 2,1 bilhões de APT, buybacks financiados por taxas e redução drástica em recompensas de staking. Em paralelo, o CEO da LayerZero esclareceu que ZRO será o único ativo para gas, staking e todas as taxas na nova rede Zero. Essas reformas representam uma mudança paradigmática: protocolos priorizando escassez sobre inflação para alinhar valor do token ao uso real da rede em 2026.
Como Funciona a Reforma da Aptos
A proposta da Aptos substitui o modelo atual, baseado em subsídios inflacionários, por um sistema revenue-driven. O suprimento total de APT será limitado a 2,1 bilhões de tokens, com a Aptos Foundation travando permanentemente 210 milhões de APT — equivalente a cerca de US$ 180 milhões no momento do anúncio. Esses recursos financiarão operações da rede, eliminando vendas de tokens para sustento.
As taxas de gas serão elevadas em 10 vezes, mas ainda assim permanecerão as mais baixas do mercado, em torno de US$ 0,00014 por transação. Parte dessas receitas será direcionada a um programa programático de buybacks e queima de APT, criando pressão deflacionária proporcional ao volume de transações. Paralelamente, a taxa de recompensas de staking cairá de 5,19% para 2,6%, com incentivos futuros para stakes de longo prazo via governança.
Tecnicamente, isso se assemelha a um mecanismo de sink-source balanceado: fontes de emissão são cortadas, enquanto sinks (buybacks e queima) escalam com a adoção. Apesar da queda de 87% no preço do APT desde fevereiro de 2025, a rede mantém robustez em DeFi, com US$ 1,4 bilhão em stablecoins e volume de transações de stablecoins em décimo primeiro lugar global.
ZRO: Token Único na Infraestrutura Zero
Na LayerZero, a clarificação elimina especulações: não haverá novo token para a rede Zero. O ZRO atuará como único ativo para staking, gas e captura de todas as receitas protocolárias. Isso inclui priority fees de contenção de estado, tips de MEV, taxas de mercados e pagamentos nas zonas de infraestrutura.
Uma vez ativado o fee switch da LayerZero, toda mensagem protocolária incorrerá em custos denominados em ZRO, direcionando fluxos econômicos diretamente ao token. Adicionalmente, buybacks institucionais absorveram 19,77% do suprimento total de ZRO, reduzindo pela metade a pressão de unlocks futuros mostrada em dashboards públicos, que ainda usam dados desatualizados.
Do ponto de vista arquitetural, essa unificação simplifica o design econômico: congestionamento e demanda por execução se traduzem em acúmulo de valor no ZRO, sem fragmentação por múltiplos tokens. A mainnet da Zero está prevista para o outono de 2026.
Por Que Isso Importa para Holders em 2026
Essas mudanças marcam o fim da ‘inflação cripto’ em protocolos maduros. Aptos e LayerZero alinham tokenomics ao teorema de Lindy: redes duradouras priorizam utilidade sobre emissão. Para holders, significa escassez programática — suprimento fixo ou decrescente atrelado a métricas on-chain como TVL, transações diárias e volume de fees.
Em Aptos, buybacks escalam com uso, beneficiando stakers de longo prazo. No ZRO, captura total de receitas cria um flywheel: mais mensagens LayerZero/Stargate elevam demanda por ZRO. Investidores devem monitorar commits no GitHub, usuários ativos e TVL para validar adoção real, além de preços. Essa tendência pode se espalhar para outros L1s, recompensando protocolos com fundamentos sólidos.
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