O estado do Arizona avançou esta semana o projeto de lei SB1649, que cria uma reserva pública de criptoativos incluindo o XRP entre os elegíveis. Aprovado por 4 a 2 no Comitê de Finanças do Senado em 16 de fevereiro, o texto permite ao tesoureiro estadual custodiar ativos digitais apreendidos em ações policiais. Paralelamente, os Emirados Árabes Unidos acumularam US$ 454 milhões em Bitcoin via mineração com a Citadel, sinalizando uma corrida armamentista global por reservas cripto enquanto o Brasil discute tributação.
Avanço da Legislação no Arizona
O Senate Bill SB1649 autoriza o tesouro estadual a gerenciar uma carteira de digital assets, abrangendo moedas apreendidas ou entregues voluntariamente ao governo. Segundo autoridades do Arizona, a medida responde à crescente posse de criptoativos em processos judiciais, demandando soluções modernas de custódia e veículos regulados como ETFs. A inclusão explícita do XRP destaca o token da Ripple, historicamente pressionado por disputas regulatórias nos EUA, mas valorizado por seu uso em pagamentos transfronteiriços.
O comitê de finanças deu sinal verde em uma sessão recente, enviando o projeto para etapas subsequentes no Senado. Especialistas em regulação cripto veem isso como um passo pragmático para estados americanos lidarem com ativos ilíquidos, evitando perdas por obsolescência ou falta de infraestrutura. No contexto global, reflete a tendência de jurisdições subnacionais assumirem liderança em inovação financeira, similar a propostas em outros estados como Wyoming e Texas.
Estratégia de Mineração nos Emirados Árabes
Enquanto isso, dados da Arkham revelam que os Emirados Árabes Unidos acumularam US$ 454 milhões em Bitcoin através de operações de mineração em parceria com a Citadel. Após deduzir custos energéticos, o lucro flutuante chega a US$ 344 milhões. A entidade reteve a maior parte da produção desde agosto de 2025, com última saída registrada há quatro meses, indicando estratégia de HODL soberano.
Essa abordagem difere de compras no mercado secundário, explorando vantagens em energia abundante e hardware especializado. Países do Golfo, ricos em recursos fósseis, convertem excedentes em BTC, posicionando-se como atores relevantes na rede Bitcoin. Comparado a holdings de mineradoras listadas nos EUA (US$ 2,79 bilhões), o modelo dos EAU enfatiza controle de custos e acumulação orgânica, mitigando volatilidade de preços.
Corrida Armamentista Cripto: Implicações Globais
Esses movimentos inserem-se em uma dinâmica geopolítica mais ampla, onde nações e estados competem por reservas digitais. Nos EUA, discussões sobre reservas estratégicas federais ganham tração, enquanto na Europa e Ásia, CBDCs avançam paralelamente. Para investidores brasileiros, o contraste é gritante: enquanto o Arizona constrói tesouros em XRP e BTC, estados locais no Brasil planejam elevar impostos sobre cripto, potencialmente freando adoção.
Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin negocia a R$ 350.863 (-1,78% em 24h). O XRP está em R$ 7,44 (-4,45%) e US$ 1,42. Mercados monitoram se aprovações estatais impulsionarão demanda institucional, alterando dinâmicas de oferta global.
Impactos para Investidores Internacionais
A aceitação soberana reforça cripto como reserva de valor alternativa ao ouro ou dólar. Governos de Abu Dhabi e Phoenix testam modelos que podem inspirar Brasília ou outras capitais latino-americanas. No entanto, desafios persistem: auditoria, seguro e governança de fundos públicos demandam marcos claros. Investidores globais devem acompanhar votações pendentes, pois sinalizam maturidade regulatória e potencial alta em adoção.
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