O governo Trump e a CFTC entraram em confronto aberto com estados como Nevada na defesa de mercados preditivos como Polymarket e Kalshi. Nevada processou a Kalshi por oferecer apostas em eventos esportivos sem licença, classificando-os como jogo ilegal. A CFTC, porém, afirma jurisdição exclusiva como contratos financeiros e ameaça: “We’ll see you in court“. O embate, reportado em 18 de fevereiro de 2026, pode redefinir o futuro dessas plataformas on-chain globalmente.
A Ofensiva dos Estados Americanos
estados unidos como Nevada, lar de Las Vegas, intensificaram ações contra prediction markets. A Nevada Gaming Control Board abriu processo civil contra Kalshi no tribunal de Carson City, alegando que seus “event contracts” ligados a esportes equivalem a apostas sem aprovação estadual. O volume explodiu no Super Bowl, superando 10 bilhões de dólares em apostas, 90% em esportes, prejudicando operadores locais licenciados.
Outros estados, incluindo Maryland, Nova Jersey, Ohio e Tennessee, emitiram ordens de cessar ou processaram plataformas similares. Nevada também mirou Coinbase por parceria com Kalshi. Para reguladores estaduais, essas operações burlam leis de jogo rigorosas, expondo residentes a riscos sem proteção local.
Resposta Federal: Jurisdição Exclusiva da CFTC
A CFTC reagiu duramente, com o chair Michael Selig declarando no Wall Street Journal e em vídeo: “Não ficaremos de braços cruzados; vemos vocês na corte”. Selig argumenta que prediction markets operam como futuros, sob alçada federal exclusiva, preemptando leis estaduais de jogos de azar.
Kalshi moveu o caso para corte federal, reforçando que é exchange designada pela CFTC. O governo Trump formalizou apoio, alinhando-se à visão de que esses mercados fomentam inovação financeira, não mero azar.
Conexões Políticas e Comitê de Inovação
O envolvimento de Trump chama atenção: Donald Trump Jr. investiu em Polymarket via venture capital e é advisor estratégico da Kalshi. Selig criou o “Innovation Advisory Committee”, com CEOs de Polymarket, Kalshi, Coinbase e Robinhood, mas sem representantes de proteção ao consumidor — criticado por republicanos como o governador de Utah, Spencer Cox, que os chama de “jogo puro”.
Essa fusão de política e tech reflete tendência global: prediction markets cresceram pós-eleições 2024, integrando blockchain para apostas on-chain descentralizadas.
Implicações Globais e Riscos para Usuários
O desfecho pode chegar à Suprema Corte, definindo se prediction markets serão finanças reguladas federalmente ou patchwork estadual de proibições. Para investidores internacionais, incluindo brasileiros, plataformas como Polymarket (on-chain no Polygon) oferecem exposição a eventos globais, mas jurisdições em conflito elevam riscos de bloqueios ou sanções.
Em um mundo de regulação fragmentada — UE com MiCA, Brasil monitorando CVM —, esse embate EUA sinaliza tensão entre inovação e controle local. Usuários devem monitorar compliance geográfico para evitar perdas.
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