Personagem cartoon militar plugando envelope 'TOP SECRET' em terminal de apostas neon, simbolizando escândalo de insider trading no Polymarket

Escândalo Polymarket: Segredos Militares de Israel em Apostas

Investigações revelam que um reservista das Forças de Defesa de Israel (IDF) e um civil foram presos por utilizar informações militares classificadas sobre o ataque a alvos no Irã, em junho de 2025, para realizar apostas lucrativas no Polymarket. As autoridades israelenses, incluindo o Shin Bet e a polícia, classificam o caso como “grave crime de segurança”, com acusações de suborno e obstrução de justiça. Evidências apontam para lucros superiores a US$ 150 mil em mercados de previsão.


Detalhes da Operação e Acusações

O caso veio à tona após uma operação conjunta entre o Shin Bet, unidade de investigação de segurança do Ministério da Defesa e a polícia israelense. Segundo relatos, o reservista acessou dados sigilosos sobre o planejamento do ataque israelense ao Irã e os compartilhou com o civil, que executou as apostas no Polymarket, plataforma descentralizada de mercados de previsão baseada em blockchain. As apostas acertaram previsões sobre ações militares com precisão notável, muitas em probabilidades abaixo de 50%.

Os réus, cujas identidades permanecem sob sigilo judicial, enfrentam penas severas. Um advogado defendeu seu cliente como “indivíduo altamente respeitado que contribuiu significativamente para a segurança de Israel”, alegando “perseguição seletiva”. No entanto, as agências de segurança enfatizam que tais ações representam “risco real às operações da IDF e à segurança do Estado”.

Sinais de alerta na conta ‘Rundeep’

Evidências apontam para a conta ‘Rundeep’, criada em junho de 2025, como peça central. Em seis mercados relacionados a ações da IDF, ela obteve 100% de acerto, com cinco apostas em cenários improváveis, gerando mais de US$ 150 mil em lucros. A única perda ocorreu em uma previsão sobre ação dos EUA contra o Irã, sugerindo vantagem informacional limitada a inteligência israelense.

Comunidades no X (antigo Twitter) já haviam flagrado padrões suspeitos, conectando os pontos entre movimentações atípicas e eventos militares reais. Isso reforça preocupações com insider trading em plataformas permissionless, onde qualquer um pode apostar sem KYC rigoroso.

Insider Trading em Mercados Descentralizados

Mercados de previsão como o Polymarket permitem apostas em eventos reais usando criptomoedas, prometendo precisão coletiva. No entanto, sua natureza descentralizada facilita o insider trading: uso de informações privilegiadas para ganho desigual. Diferente de bolsas tradicionais com regras da SEC, aqui a transparência on-chain expõe padrões, mas a fiscalização é limitada.

O Polymarket já defendeu que insiders melhoram a acurácia, mas casos como este destacam riscos em contextos sensíveis como guerras. Apostas precoces podem sinalizar planos militares a adversários, criando feedback loops perigosos e ameaçando vidas.

Lições para Investidores em Cripto

Para traders brasileiros e globais, este escândalo é um alerta: plataformas DeFi não são imunes a abusos. Verifique padrões on-chain incomuns, evite hype sem fundamentos e priorize exchanges reguladas para ativos tradicionais. Monitore ferramentas como Dune Analytics para detectar anomalias em volumes e acertos. A proteção começa com ceticismo: se parece bom demais, investigue.


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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.

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