Europa sob nova ordem: regulação MiCA pressiona 34 empresas cripto francesas com risco de fechamento em março de 2026, enquanto Blockchain.com conquista registro da FCA no Reino Unido após anos de espera. Ao mesmo tempo, a UE analisa proibir transações cripto com a Rússia para conter sanções e avança no euro digital. Decisões que moldam o futuro das exchanges na região.
Vitória da Blockchain.com no Reino Unido
Segundo autoridades da FCA, a Blockchain.com, sediada em Londres, obteve registro como “BC Operations” quase quatro anos após retirar pedido anterior em 2022. Na época, a empresa pivotou para a Lituânia, mas agora retorna sob supervisão britânica rigorosa de lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.
O registro permite custódia de ativos digitais e operações preparatórias para o novo regime regulatório da FCA, com autorizações sob a Financial Services and Markets Act a partir de outubro de 2027. "Operamos sob padrões iguais aos bancos tradicionais", afirmou a empresa em comunicado oficial. Esse avanço contrasta com o cenário continental mais restritivo.
MiCA Impõe ‘Limpa’ na França
A Autorité des Marchés Financiers (AMF) alerta que das 117 prestadores de serviços de ativos virtuais (PSAN) registrados, 34 enfrentam fechamento em 30 de março de 2026 sem aprovação MiCA. O prazo francês antecede o europeu de julho, exigindo fundos próprios elevados, governança robusta e compliance estrito.
Empresas como Bitstack e Caceis já foram aprovadas, mas gigantes como Binance pendem. Sem conformidade, risco de multas de até 30 mil euros, prisão e bloqueio de sites. Muitas buscam ‘passeport MiCA’ em outros países da UE, mas a AMF pode barrar contornamentos para proteger investidores locais.
Sanções à Rússia e Avanço do Euro Digital
Em meio à guerra na Ucrânia, a UE considera banir todas as transações cripto com a Rússia, mirando plataformas como Garantex, sancionada por lavagem de fundos ilícitos. Relatórios da TRM Labs indicam que exchanges russas e iranianas respondem por 85% dos fluxos sancionados em 2024.
Paralelamente, o Parlamento Europeu aprovou emissão de euro digital online e offline, alinhado ao BCE, para reforçar soberania monetária e reduzir fragmentação nos pagamentos. A medida precisa de unanimidade dos 27 membros e destaca o equilíbrio entre controle geopolítico e inovação financeira.
Implicações para Exchanges e Investidores
Esses movimentos sinalizam fragmentação regulatória na Europa pós-Brexit: Reino Unido atrai com FCA flexível, enquanto MiCA unifica mas rigoriza o continente. Exchanges operando na região devem priorizar compliance para evitar migrações forçadas ou perdas de licenças.
Para brasileiros com exposição europeia, o risco aumenta em transações com Rússia via cripto, mas o euro digital pode competir com stablecoins privadas. Autoridades como AMF e FCA enfatizam proteção ao consumidor, moldando um mercado mais maduro, embora volátil para players não preparados. Vale monitorar aprovações MiCA e sanções para ajustar estratégias globais.
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