Por que o ENS abandonou planos para sua própria camada 2 Namechain, optando por lançar o ENSv2 diretamente na Ethereum mainnet? A decisão reflete uma redução de 99% nos custos de gás para registros ENS nos últimos 12 meses, impulsionada por upgrades como Fusaka. Paralelamente, Vitalik Buterin define stablecoins algorítmicos como o ‘verdadeiro DeFi’, defendendo independência do dólar. Esses movimentos sinalizam a viabilidade crescente da L1 Ethereum para aplicações reais.
ENS Prioriza a Mainnet pela Escalabilidade da L1
O Ethereum Name Service (ENS) anunciou o cancelamento do Namechain, uma L2 planejada para reduzir custos de registro de domínios. Em vez disso, o protocolo ENSv2 será implantado na camada 1 (L1) da Ethereum. O desenvolvedor líder nick.eth destacou que os custos de gás para registros caíram 99% no último ano, graças ao upgrade Fusaka, que elevou o limite de gás para 60 milhões — o dobro do início de 2025.
Desenvolvedores visam 200 milhões de gás em 2026, antes mesmo de upgrades ZK. Essa escalabilidade inesperada dois anos atrás torna a L1 viável para dApps de alto volume como ENS, que processa milhões de nomes. A arquitetura ENSv2 introduz registros por nome, melhorando expiração e interoperabilidade com L2s, sem sacrificar performance. Métricas on-chain mostram transações diárias estáveis, com TVL mantido acima de US$ 500 milhões.
Fusaka e o Caminho para uma L1 Soberana
O upgrade Fusaka, ativado em dezembro de 2025, trouxe capacidades de scaling significativas para L1 e ecossistema L2. Ele dobrou o limite de gás, reduzindo fees e permitindo mais transações por bloco. ENS observou que, inicialmente, L2s eram inevitáveis devido a custos proibitivos, mas o roadmap evoluiu: “Ethereum L1 está escalando mais rápido que previsto”.
Essa mudança técnica valida a tese de uma mainnet autossuficiente. Usuários ativos do ENS beneficiam-se de fluxos de registro cross-chain abstratos, mantendo interoperabilidade. Commits no GitHub do ENS mostram foco em registry architecture e ownership model, priorizando eficiência sobre migração para L2. Para desenvolvedores, isso significa menos fragmentação: um protocolo unificado na L1 com pontes fluidas.
Vitalik e o ‘Verdadeiro DeFi’: Além do Dólar
Vitalik Buterin reforça a visão técnica ao classificar stablecoins algorítmicos lastreados por ETH como o genuíno DeFi. Mesmo com 99% da liquidez de CDPs (collateralized debt positions), o risco é transferido a market makers. RWAs supercolateralizados e diversificados também valem, desde que resilientes a falhas únicas.
Ele critica dependência do USD, propondo índices diversificados como commodities ou CPI customizado. Deposit USDC em Aave? “Não conta como DeFi”. Essa definição prioriza arquitetura descentralizada nativa. Com TVL DeFi acima de US$ 100 bilhões, mas dominado por stablecoins lastreados em fiat, a fala impulsiona inovação em stablecoins algorítmicos soberanos, alinhando com a maturidade da Ethereum L1.
Implicações para a Ethereum e Investidores
A convergência ENS + Vitalik sugere que a Ethereum mainnet recupera centralidade técnica. Menos migrações para L2s fragmentados fortalecem segurança e liquidez na L1. Métricas como usuários ativos (acima de 1 milhão diários) e transações (15 milhões/dia) suportam essa tese.
Para investidores em ETH, isso reforça valor como settlement layer soberano. Monitorar gas limit targets e ZK rollups será chave. A estratégia ENSv2 exemplifica: código otimizado prevalece sobre hype de L2s.
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