A China intensificou sua ofensiva contra o setor cripto, indo além do banimento de 2021 ao proibir explicitamente a emissão offshore de stablecoins atreladas ao yuan e impor escrutínio rigoroso sobre a tokenização de ativos reais (RWAs). Segundo autoridades do Banco Popular da China (PBoC), empresas domésticas e entidades controladas no exterior não podem emitir moedas virtuais sem aprovação oficial. Essa guerra de Pequim contra a soberania monetária digital fora de seu controle reforça o monopólio do e-CNY e sinaliza tensões globais em torno de finanças descentralizadas.
Detalhes da Nova Regulamentação
O anúncio, publicado no site do PBoC em conjunto com sete agências governamentais, reitera que moedas virtuais não têm status legal equivalente ao dinheiro fiduciário tradicional. Especificamente, proíbe companhias chinesas e suas afiliadas estrangeiras de lançar criptomoedas ou stablecoins atreladas ao yuan sem autorização prévia. Autoridades destacam que stablecoins lastreadas em moedas fiduciárias podem atuar como meio de circulação monetária, ameaçando o controle centralizado de Pequim.
Essa medida fecha portas para stablecoins privadas em yuan circulando em exchanges globais, como observou Winston Ma, professor adjunto na NYU School of Law. O foco em emissões offshore reflete preocupações com especulação recente em cripto, que gerou “novos riscos” ao sistema financeiro chinês. O comunicado, datado de 7 de fevereiro de 2026, alinha-se a uma postura histórica de repressão, mas introduz clareza sobre inovações emergentes.
Distinção entre Criptomoedas e RWAs
Um aspecto inovador é a diferenciação entre criptomoedas banidas e a tokenização de ativos reais (RWAs), agora sob escrutínio regulatório. Louis Wan, CEO da Unified Labs, vê nisso um marco: enquanto cripto permanece proibida, RWAs — como imóveis ou commodities tokenizados — entram no radar oficial para supervisão. Isso sugere que Pequim busca canalizar a tecnologia blockchain para fins controlados, sem ceder soberania monetária.
O PBoC enfatiza o e-CNY, sua moeda digital de banco central, como a única forma legítima de dinheiro digital estatal. Essa separação visa mitigar riscos de evasão de capital e preservar o yuan como ferramenta geopolítica, em meio a disputas com o dólar americano nas finanças globais.
Implicações Geopolíticas Globais
No contexto macro, a jogada chinesa reflete temores de perda de controle sobre fluxos financeiros internacionais. Stablecoins offshore em yuan poderiam contornar sanções ou barreiras cambiais, desafiando a narrativa de Pequim como potência monetária soberana. Isso afeta a expansão global de RWAs, um setor em ascensão com plataformas como BlackRock e Ondo Finance testando tokenização em jurisdições ocidentais.
Para investidores brasileiros e globais, o endurecimento sinaliza cautela com ativos atrelados a economias regulatórias rígidas. Países como EUA e UE avançam com frameworks pró-inovação para RWAs, contrastando com a abordagem chinesa. Autoridades de Pequim monitorarão emissões offshore lastreadas em ativos onshore, potencialmente impactando parcerias internacionais em blockchain.
Impacto para o Mercado e Investidores
O mercado cripto reagiu com volatilidade moderada, mas o foco está nas ramificações de longo prazo. Projetos de RWAs com exposição chinesa enfrentam maior risco regulatório, enquanto o e-CNY ganha tração em pagamentos cross-border via mBridge. Investidores devem monitorar como essa repressão influencia a adoção global de tokenização, especialmente em commodities e imóveis asiáticos.
Essa política reforça a divisão entre nações pró-centralização e defensores da descentralização, moldando o futuro das finanças digitais. Para o público brasileiro, atento a flutuações globais, decisões em Pequim lembram que regulação é o verdadeiro driver de valor em cripto.
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