O governo brasileiro estuda taxar stablecoins com IOF de 3,5%, equiparando-as a operações de câmbio tradicional. Após o Banco Central classificar compras, vendas e remessas com USDT ou USDC como câmbio a partir de fevereiro de 2026, a Receita Federal pode cobrar o imposto. Para quem usa essas moedas para enviar dinheiro ao exterior ou proteger o capital da inflação, isso significa custo extra imediato no dia a dia.
O Plano do Governo em Detalhes
O Banco Central publicou normas que enquadram transações com stablecoins como operações cambiais: compras, vendas, trocas, pagamentos internacionais e até repasses para cartões. Isso fecha uma brecha usada por brasileiros para movimentar valores sem IOF, como remessas familiares ou importações. No primeiro semestre de 2025, R$ 227 bilhões foram negociados em cripto, com USDT respondendo por 67%. Uma fonte estima perda de até US$ 30 bilhões anuais em impostos para o governo.
A Receita precisa regulamentar para o IOF valer, mas o movimento é claro: stablecoins viram ‘dólar digital’ para fins tributários. Não é sobre ganhos de capital (já taxados acima de R$ 35 mil/mês), mas sobre cada transação de câmbio.
Quanto Isso Custa no Seu Bolso?
Imagine enviar R$ 1.000 para sua família nos EUA via USDT. Hoje, só spread da exchange. Com IOF de 3,5%, são R$ 35 extras por operação – equivalente a um tanque de gasolina ou duas semanas de feira. Para R$ 10 mil mensais em remessas, o custo sobe R$ 350/mês, ou R$ 4.200/ano.
Para proteção de capital, converter salário em USDC para fugir da inflação? Cada ida e volta ao real gera IOF duplo (7%). É como o câmbio tradicional nas casas de câmbio, onde você já paga isso há anos. Empresas importadoras também sentem: insumos pagos em stablecoin sem IOF hoje podem virar alvo de imposto de importação retroativo.
Quem Sente Mais o Impacto?
Você, que manda dinheiro para parentes no Paraguai ou Argentina. O freelancer recebendo em dólar via Upwork e convertendo em USDT. A pequena empresa comprando suprimentos da China sem declarar tudo. Com 20% de alta no volume cripto, stablecoins eram a ‘conta em dólar barata’ para o brasileiro médio – sem burocracia do BC e sem IOF. Agora, perde vantagem sobre TED internacional (IOF 1,1% em alguns casos) ou Western Union (taxas altas).
Volume real: USDT domina porque é estável como dólar, mas sem o custo cambial. Com IOF, pode migrar para Pix internacional (em teste) ou contas em dólar via nomads.
Como se Preparar Agora?
- Monitore a Receita: A norma sai em breve, válida a partir de fevereiro de 2026. Consulte contador especializado em cripto.
- Calcule custos: Use exchanges transparentes e compare com câmbio tradicional. Para remessas pequenas, avalie Wise ou Remessa Online.
- Diversifique: Mantenha parte em reais rentáveis (CDBs acima de CDI) ou BTC/ETH para longo prazo, mas evite alavancagem.
- Registre tudo: Declare no IRPF para evitar multas. Ferramentas como Calculadora Cripto da Receita ajudam.
Não entre em pânico: IOF nivela o jogo, mas stablecoins ainda saem na frente em velocidade e privacidade. Ajuste sua estratégia e o impacto fica gerenciável.
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📌 Nota: A fonte original estava temporariamente indisponível; conteúdo baseado em reportagens correlatas da Reuters e Bitcoin.com News.