Personagens cartoon sheikh árabe e figura cripto-tech apertando mãos sobre token WLFI luminoso, celebrando investimento de US$ 250 mi nos EAU

Token WLFI Dispara 11% Após Revelação de Participação Árabe na World Liberty

O token WLFI da World Liberty Financial, empresa ligada à família Trump, registrou alta de até 15% nesta segunda-feira (2 de fevereiro de 2026), estabilizando em +11% para cerca de US$ 0,13. A disparada veio após reportagem do Wall Street Journal revelar que o sheikh Tahnoon bin Zayed Al Nahyan, conselheiro de segurança nacional dos Emirados Árabes Unidos (EAU), adquiriu 49% de participação na companhia dias antes da posse presidencial de Donald Trump em 2025. O movimento destaca a interseção entre geopolítica do Oriente Médio, política americana e o ecossistema cripto.


Detalhes do Investimento Secreto

A transação, assinada por Eric Trump, envolveu pagamento inicial de cerca de US$ 250 milhões por representantes do sheikh, dos quais US$ 187 milhões foram direcionados a entidades afiliadas à família Trump, conforme detalhado na investigação do WSJ. Na época, a World Liberty ainda não tinha produtos lançados e havia captado apenas US$ 82 milhões via venda de tokens WLFI.

O sheikh Tahnoon, irmão do presidente dos EAU e controlador de investimentos estratégicos como o fundo MGX e a holding de IA G42, tornou-se o maior acionista da empresa. Essa operação não havia sido divulgada publicamente até o fim de semana, gerando debates sobre conformidade com a cláusula de emolumentos da Constituição americana, que proíbe benefícios estrangeiros a autoridades dos EUA sem aprovação congressional.

Conexão com Binance e Crescimento do USD1

O investimento ganha camadas adicionais com a revelação de que o MGX, presidido pelo sheikh, utilizou o stablecoin USD1 da World Liberty para canalizar um aporte de US$ 2 bilhões na Binance, conforme reportado pela Crypto.news. Esse influxo catapultou o USD1 ao quinto maior stablecoin global, com capitalização de mercado de US$ 5 bilhões, ante US$ 3,1 bilhões dias antes.

Traders interpretam o respaldo soberano como redução de risco percebido, impulsionando a narrativa de ‘isolamento político’ para o ativo. Analistas como Nicolai Sondergaard, da Nansen, destacam que o mercado prioriza o ‘poder narrativo’ sobre fundamentos, enquanto Mike Marshall, da Amberdata, vê o WLFI como indicador precoce de sinais macro opacos, como tarifas e shifts regulatórios.

Implicações Geopolíticas e Regulatórias

Do ponto de vista global, o timing do deal coincide com negociações entre EUA e EAU para flexibilizar restrições à exportação de chips de IA avançados. O G42, sob comando de Tahnoon, busca acesso a tecnologias controladas por receios de vazamento para rivais como a China. Embora sem evidências de quid pro quo, a transação ilustra como criptoativos se entrelaçam com diplomacia estratégica e segurança nacional.

Nos EUA, senadores já cobravam investigações sobre a World Liberty, e essa revelação árabe pode intensificar escrutínio. Para investidores internacionais, incluindo brasileiros, o caso reforça cripto como ferramenta de poder soberano: stablecoins como USD1 facilitam fluxos de capital em jurisdições com sanções ou controles cambiais rígidos.

Perspectivas para o Mercado Global

A reação de alta do WLFI sugere otimismo com parcerias transnacionais, mas riscos persistem: volatilidade política, questões de governança e potenciais sanções. Em um cenário de realinhamento EUA-Oriente Médio, projetos como World Liberty exemplificam a transição para uma ordem financeira onde blockchain media alianças geopolíticas. Investidores devem monitorar evoluções regulatórias em Washington e Abu Dhabi, que moldarão o futuro de stablecoins e DeFi global.


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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.

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