Corredores cartoon de Hong Kong e EUA disputando troféu hub cripto em pista digital, simbolizando corrida global por capital institucional

Hong Kong vs EUA: Corrida pelo Hub Cripto Global

Em uma disputa geopolítica crescente, Hong Kong se posiciona como conector global das criptomoedas, segundo o legislador Johnny Ng, graças a seu common law, fluxos de capital livres e laços com o sul da China. Paralelamente, nos EUA, o Congresso avança o Clarity Act com discussões na Casa Branca sobre stablecoins e harmonização entre SEC e CFTC. Essa ‘guerra dos hubs’ definirá para onde fluirá o capital institucional em 2026.


Hong Kong como Ponte Leste-Oeste

O legislador Johnny Ng, representante do setor de tecnologia no Conselho Legislativo de Hong Kong, enfatiza a cidade como ponte entre finanças tradicionais e inovações Web3. Com legislação de stablecoins já aprovada e licenças para exchanges em vigor, Hong Kong aproveita a iniciativa da Greater Bay Area, integrando-se a Shenzhen e Macau. Esses laços proporcionam acesso a uma força de trabalho jovem e tecnicamente qualificada, com média de idade abaixo de 30 anos em Shenzhen.

Ng rejeita uma visão de competição zero-sum, defendendo coordenação regulatória global. ‘Cripto não pode ser dividida por países’, afirma, destacando a necessidade de padrões claros para conectar mercados. Avanços previstos incluem regras de custódia e OTC trading para investidores profissionais, posicionando Hong Kong como hub seguro e conectado.

Avanços Regulatórios Tardios nos EUA

Nos Estados Unidos, sinais de progresso regulatório surgem após um início turbulento. O Comitê de Agricultura do Senado avançou sua versão do Clarity Act, focado na estrutura de mercado para commodities cripto, em uma votação bipartidária. A Casa Branca convoca reuniões entre indústrias cripto e bancária para resolver disputas sobre rendimento de stablecoins, enquanto SEC e CFTC anunciam harmonização em regras para prediction markets e collateral tokenizado.

No entanto, pendências persistem: disposições AML/KYC para DeFi, quorum bipartidário e ética presidencial. A nomeação de Kevin Warsh para chair do Fed pode atrasar o processo, em meio a eleições e influência de super PACs como Fairshake, com quase US$ 200 milhões para 2026.

Implicações para o Capital Institucional

Para investidores brasileiros e globais, a escolha do hub importa. Hong Kong oferece proximidade com a China continental, atraindo fluxos asiáticos e manufatura de hardware cripto. Já os EUA prometem escala com seu mercado de capitais profundo, mas dependem de resolução legislativa rápida. O Clarity Act, se aprovado, traria clareza jurisdicional entre SEC (valores mobiliários) e CFTC (commodities), facilitando entrada de instituições.

Ambas jurisdições buscam atrair gestores de ativos, bancos e auditores. Plataformas como a Binance podem se beneficiar de padrões globais convergentes, ampliando opções para traders internacionais.

Perspectivas Geopolíticas para 2026

A disputa reflete tensões maiores: EUA com tradição financeira ocidental versus Hong Kong como portal regulado para Pequim. Ng menciona histórico como visitas de Vitalik Buterin à região, reforçando inovação local. Nos EUA, relatórios do FSOC ao Congresso sinalizam estabilidade financeira. Investidores devem monitorar markups no Senado Banking e eventos como Consensus Hong Kong, pois o vencedor capturará trilhões em capital institucional migrando para jurisdições claras e conectadas.


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