A Casa Branca e o U.S. Marshals Service (USMS) confirmaram investigações sobre o suposto roubo de mais de US$ 40 milhões em criptomoedas apreendidas pelo governo americano. O suspeito, John “Lick” Daghita, filho do presidente da contratada federal CMDSS, teria desviado fundos de carteiras estatais, incluindo do hack Bitfinex de 2016. Revelado pelo investigador ZachXBT após ostentação em Telegram, o caso levanta o alerta: nem a reserva estratégica de Trump está segura?
Detalhes da Fraude e Descoberta
O escândalo veio à tona em uma briga no Telegram, onde John Daghita exibiu uma carteira com US$ 23 milhões em cripto, ligada a endereços do governo. ZachXBT rastreou fluxos on-chain, conectando-os às transações de US$ 90 milhões em roubos suspeitos desde 2024, incluindo fundos do hack Bitfinex. A CMDSS, contratada em outubro de 2024 pelo USMS para gerenciar ativos não suportados por exchanges, é o elo. Seu site e perfis foram desativados após a exposição. Não se sabe como John acessou as chaves, mas o pai, Dean Daghita, preside a empresa. Análise aponta 12.540 ETH (US$ 36 milhões) em uma carteira dele, além de ETH devolvido ao governo.
Confirmações Oficiais e Reação do USMS
Patrick Witt, chefe de estratégia digital do Conselho de Assessores de Trump, afirmou em uma postagem no X que “estão em cima disso” e prometeu atualizações. O USMS, via Brady McCarron, confirmou à CoinDesk a investigação em andamento, mas silenciou detalhes. Após revelações de ZachXBT, que reportou às autoridades, a agência enfatizou sigilo. Isso ocorre semanas após polêmicas sobre vendas indevidas de BTC do caso Samourai Wallet, negadas pelo governo. O foco agora é insider threat em custódia estatal, expondo falhas em contratos federais.
Implicações Geopolíticas para a Reserva Estratégica
O roubo atinge o coração da política cripto de Trump: a Reserva Estratégica de Bitcoin, com ordens executivas retendo BTC apreendido como ativo nacional. O governo detém cerca de 198.000 a 300.000 BTC (US$ 29 bilhões), maior tesouro global. Esse vazamento questiona protocolos de segurança em meio a tensões globais, onde BTC é visto como reserva de valor soberana. Países como China (194.000 BTC) observam. Falhas institucionais podem erodir confiança na custódia estatal, impulsionando debates sobre custódia privada ou descentralizada. No Brasil, ecoa alertas para exchanges locais sobre insider risks.
Próximos Passos e Monitoramento
Investigadores buscam recuperação de fundos, com US$ 700.000 perdidos via exchanges instantâneas. Mercados cripto vigiam impactos na percepção de risco soberano. Trump, pró-cripto, pode usar o caso para reforçar auditorias. Para investidores, vale rastrear atualizações do USMS e Witt. O episódio reforça: mesmo reservas estatais enfrentam vulnerabilidades humanas. Autoridades prometem transparência, mas silêncio atual alimenta especulações.
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