A Tether anunciou o lançamento oficial do USAt, sua nova stablecoin regulada nos Estados Unidos, emitida pela Anchorage Digital Bank e em conformidade com o GENIUS Act de julho de 2025. Projetada para o mercado institucional americano, a iniciativa conta com Bo Hines, ex-assessor da Casa Branca no governo Trump, como CEO. Com suprimento inicial de US$ 10 milhões no Ethereum, o USAt chega para desafiar o domínio do USDC da Circle, sinalizando a ‘americanização’ estratégica da maior emissora de stablecoins do mundo. Listagens em Bybit, Kraken e OKX já estão confirmadas.
Detalhes do Lançamento e Parcerias
A emissão do USAt pela Anchorage Digital Bank, um banco cripto com carta federal do OCC (Office of the Comptroller of the Currency), garante supervisão regulatória direta. Cantor Fitzgerald atua como custodiante das reservas e dealer primário, assegurando transparência e gestão de ativos de nível bancário. Inicialmente como token ERC-20 na blockchain Ethereum, o ativo inicia com US$ 10 milhões em circulação, conforme dados do CoinMarketCap e Etherscan.
Desde o lançamento nesta terça-feira (27/01/2026), o USAt está disponível em exchanges como Bybit, Crypto.com, Kraken, OKX e MoonPay, com Bitfinex planejando suporte iminente. Essa infraestrutura visa atrair instituições americanas que demandam conformidade federal, diferenciando-se do USDT global da Tether.
Contexto Regulatório e Geopolítico
O GENIUS Act estabelece o primeiro framework federal para stablecoins de pagamento nos EUA, exigindo auditorias mensais, lastro 1:1 em dólares ou treasuries de curto prazo e proibição de yields para usuários. Essa legislação, sancionada por Trump em julho de 2025, reflete a geopolítica financeira americana para manter o domínio do dólar digital em meio à competição global com stablecoins offshore.
Bo Hines, CEO do projeto e ex-diretor do Conselho de Ativos Digitais da Casa Branca sob Trump, traz credibilidade política. Sua nomeação em setembro de 2025 reforça laços com o ecossistema pró-cripto do governo, posicionando o USAt como ‘stablecoin made in America’ em um cenário de crescente escrutínio regulatório sobre emissoras estrangeiras como a própria Tether.
Estratégia Competitiva Contra o USDC
Paolo Ardoino, CEO da Tether, enfatiza que o USAt estende o sucesso do USDT — com mais de uma década de liquidez global — para o mercado regulado dos EUA. Enquanto o USDT domina internacionalmente, o USAt mira instituições que priorizam compliance doméstico, diretamente desafiando o USDC da Circle, preferido por fundos e bancos americanos devido à transparência.
Analistas veem nisso uma jogada estratégica: a Tether, com bilhões em lucros trimestrais, usa sua expertise operacional para escalar o USAt rumo a um market cap de US$ 1 trilhão em cinco anos, capturando fluxos institucionais nos EUA e fortalecendo a hegemonia do dólar em finanças descentralizadas.
Implicações para o Mercado Global
Essa ‘americanização’ da Tether inaugura uma era de stablecoins ‘federadas’, onde regulação e inovação coexistem. Para investidores brasileiros, o USAt pode influenciar dinâmicas globais de liquidez, especialmente em remessas e tesourarias corporativas. Vale monitorar a adoção institucional e possíveis expansões para outras blockchains, enquanto o USDT mantém seu papel offshore. A competição com USDC deve aquecer o setor, beneficiando ecossistemas como Ethereum.
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